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    Cubano Leal se naturaliza brasileiro, mas chance de ir à Rio-2016 é remota

    O processo de naturalização dele começou no início do ano, quando ele solicitou residência permanente- foto: divulgação
    O processo de naturalização dele começou no início do ano, quando ele solicitou residência permanente- foto: divulgação

    Um dos principais jogadores em atividade nas ligas nacionais, o cubano Leal, 27, recebeu a nacionalidade brasileira.
    A concessão foi publicada no Diário Oficial da União, em portaria da Secretaria Nacional de Justiça. Isso abre a possibilidade de Leal, que joga pelo Cruzeiro desde 2012, defender a seleção brasileira.

    O ponta é o destaque do time mineiro, que detém o bicampeonato nacional e conquistou o título mundial de clubes em 2013 e 2015. Leal jogou pela seleção cubana e chegou a ser vice-campeão mundial com seu país -perdeu justamente a final do Mundial da Itália, em 2010, para o Brasil.

    A brecha de atuar pelo país que adotou é bem vista pelo atacante. "Não sou eu que decido, não é comigo. O que eu posso dizer é que se eu for chamado para defender o Brasil eu teria o maior orgulho."

    O técnico da seleção masculina nacional, Bernardinho, já manifestou neste ano interesse em contar com o jogador.
    "Estou muito feliz por ter conseguido a naturalização brasileira. Me acostumei a esse país e considero Belo Horizonte minha casa", complementou o jogador, de 2 metros e 104 kg, nascido em Havana.

    O processo de naturalização dele começou no início do ano, quando ele solicitou residência permanente. Agora, ele poderá dar entrada no pedido de documentação brasileira.

    IMPEDIMENTO

    A possibilidade de Leal atuar pelo Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, porém, é remota.

    A FIVB (Federação Internacional de Vôlei) determina que atletas só podem atuar por uma nova seleção dois anos depois de concluído o processo de naturalização. A entidade também tem de homologar a troca de nações.

    Restaria ao país tentar uma anuência ou solicitar uma alteração de regra à federação internacional, o que é pouco provável de acontecer.

    Por Folhapress