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    Vitória contra rival faz Santos espantar crise e até "fantasma do 2º tempo"

    Ricardo Oliveira marcou duas vezes e chutou para longe a frustração por não ser transferido para China - foto: Fred Casagrande
    Ricardo Oliveira marcou duas vezes e chutou para longe a frustração por não ser transferido para China - foto: Fred Casagrande

    Questionada por seu rendimento, a equipe apresentava sensível queda de rendimento no segundo tempo nos jogos da temporada. Dos dez gols sofridos, oito deles aconteceram nesse período. No clássico deste domingo, a equipe santista não sofreu gols e "quebrou" o desempenho ruim na etapa final.

    "Independentemente dos últimos jogos, a equipe tem feito um bom primeiro tempo e caído no segundo. Vamos ter algumas oscilações, mas estamos no caminho", disse Dorival antes do clássico. Após a vitória contra o Corinthians, o treinador voltou a cobrar equilíbrio de sua equipe durante os 90 minutos de jogo.

    "Fiquei muito feliz com o primeiro gol: trabalho de troca de passes primeiro, depois a quebra da primeira linha com o passe do Renato, aceleração da jogada, inversão. Precisamos igualar estes dois tempos. O time fez um primeiro tempo melhor que o segundo. Precisamos de jogos mais regulares e que soframos um pouco menos", comentou.

    Vencer o rival pode confirmar um novo momento para a equipe. Além de quebrar a invencibilidade de nove jogos no Corinthians ano, não sofrer gols justamente nesse confronto significa uma retomada de confiança.

    A prova é que o rival marcou seis dos seus 11 gols nos dez minutos finais de partida. Ou seja, no segundo tempo.
    O curioso é que o Santos é o único entre os quatro grandes concentrado, exclusivamente, no Campeonato Paulista, não acarretando problemas para a recuperação física dos jogadores entre cada partida. O Corinthians, por exemplo, encara uma maratona de 16 jogos sequênciais em apenas 53 dias.

    A equipe iniciou o ano com problemas no setor defensivo devido a lesão do zagueiro David Braz, que ainda não estreou na temporada. Nas derrapadas, a mais sentida foi contra o Novorizontino, quando após abrir 1 a 0, sofreu três gols somente no segundo tempo. O jogo terminou 3 a 3.

    Fora de campo, nesta semana a corrida foi para quitar um atraso salarial com os jogadores. Além disso, o clube paulista sofreu reflexos pela frustração da negociação do centroavante Ricardo Oliveira com o futebol chinês.
    O camisa 9 santista admitiu ter ficado chateado pela não conclusão do negócio, mas reapareceu no clássico ao marcar os dois gols da vitória santista.

    por: Folhapress

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