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    Lenna Gomes será o Amazonas no Circuito Brasil

    Atleta treina e mora na Vila Olímpica de Manaus, onde se prepara para as competições em nível nacional - foto: Diego Janatã
    Atleta treina e mora na Vila Olímpica de Manaus, onde se prepara para as competições em nível nacional - foto: Diego Janatã

    A paratletista Lenna Gomes, 23, será a representante do Amazonas na primeira etapa do Circuito Brasil Caixas Loteria, que será realizado entre os dias 24 e 26 de junho na cidade de São Paulo (SP).

    A jovem que ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de atletismo em lançamento de dardo (T38), pretende superar a atual marca de 15.25 metros e garantir o primeiro lugar entre nas colocações nacionais.

    “Tenho treinado diariamente para melhorar meu tempo e vencer minha principal adversária”, declarou a atleta ao se referir à atleta Jenifer dos Santos, de João Pessoa (PB), que atualmente ocupa o primeiro lugar no ranking nacional.

    Superação com o esporte

    O esporte foi fundamental na vida de Lenna após um acidente de carro que ele sofreu em setembro de 2011, ocasionando a perda de sua perna esquerda, e a vida do namorado.

    Em meio a dores e dificuldades para seguir em frente, Lenna conheceu o paratletismo. Antes, praticou tiro com arco, e passou, também, por modalidades como o basquete, tênis de quadra, tiro ao alvo, corridas de rua e handebol.

    A paixão pelo esporte só passou a crescer, tanto que a jovem passou a estudar o curso de educação física e sonha em poder se dedicar a outras pessoas que também são portadoras de deficiências.

    “O mundo esportivo nos leva a muitas descobertas. Tenho o sonho de um dia me especializar em educação especial, trabalhar com adolescentes com paralisia cerebral”.

    Devido às dificuldades financeiras vividas na cidade de Macapá (AP), local onde morou desde criança, Lenna resolveu aceitar o convite da Federação de Esportes Paralímpicos do Amazonas (FEPAM) para representar o Amazonas em disputas locais, e mudou-se para Manaus a cerca de dois meses.

    “Tudo mudou. Hoje não preciso me preocupar com locomoção de ônibus e posso treinar mais vezes ao dia devido ao local onde moro”, disse a atleta que atualmente reside na Fundação Vila Olímpica (FVO).

    Por Wal Lima

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