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    Juíza acata pedido da CBF e decisão sobre Brasil e Colômbia na Arena deve sair na próxima quarta

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    A reunião ocorreu a portas fechadas no Fórum Henoch Reis e decisão final deve sair em 48h; venda dos ingressos deve seguir suspensa - foto: divulgação

    A juíza Mônica do Carmo decidiu por uma nova audiência conciliatória entre o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na próxima quarta-feira (27). Entre as reivindicações do Ministério está a redução de 60% no valor dos bilhetes do jogo entre Brasil e Colômbia, a ser realizado na Arena da Amazônia, em setembro.

    A reunião ocorreu a portas fechadas no Fórum Henoch Reis e, mesmo afirmando anteriormente por meio da assessoria que divulgaria a decisão final no decorrer desta segunda-feira (25), a juíza declarou que o caso teve pouco avanço, mas que a venda dos ingressos deve seguir suspensa.

    “É um interesse de todos e, caso haja um consenso antes de quarta, as partes vão nos informar. A CBF quer analisar melhor as propostas e demos o prazo de 48h. O que ficou definido foi a obrigatoriedade dos assentos numerados e a taxa unificada na internet”, disse Mônica.

    Além dos representantes do MP-AM e da CBF, o procurador do município, Marcos Ricardo Cavalcanti e o presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Dissica Valério, também estavam presentes na reunião.

    “Foram quase doze meses tentando trazer esse jogo, então é importante que seja realizado aqui”, lembrou o presidente da FAF.

    O promotor do MP-AM, Otávio Gomes, declarou que a CBF não fala diretamente em retirar o jogo de Manaus e que, caso isso aconteça, “haverá um prejuízo social” para os amazonenses.

    “A CBF pediu um prazo de 48h e nós vamos aguardar. A população amazonense não pode ser prejudicada com possível transferência de jogo. Então, para o MP interessa também essa negociação e que a finalização venha ao encontro do consumidor para que não haja um prejuízo social para quem já comprou ingresso ou para quem criou expectativas”, pontuou o promotor.

    O advogado da CBF, Roosevelt Jobim Filho, confirmou que o impasse gira em torno da redução de 60% no valor dos ingressos. "Vamos analisar. Não sei se o jogo pode ser levado para outro local", disse.

    Prefeitura quer jogo em Manaus

    Representando os interesses do município, Cavalcanti declarou que a prefeitura de Manaus quer que prevaleça o bom senso entre as partes envolvidas e que o prefeito quer a realização dos jogos na capital amazonense e, caso não haja acordo, irão assistir à CBF no processo.

    “Há coisas bem possíveis, como a numeração dos assentos. A coisa mais complicada, que não deu para decidir na audiência, foi realmente a redução do valor dos ingressos. Até onde eu sei, o valor foi calculado em cima dos custos do jogo”, disse o procurador sobre a reunião.

    Cavalcanti também destacou que “não seria razoável perder o primeiro jogo do Tite como técnico da seleção brasileira, com a presença do Neymar e do James Rodríguez pela colombiana”.

    Por Rosianne Couto

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