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    Ex-zagueiro de Nacional e São Raimundo se divide entre carreira de técnico e vendedor de rala-rala

    Ex-zagueiro do São Raimundo vende rala-rala para complementar renda familiar. Com o dinheiro arrecadado na rua, ele já conseguiu comprar um carro e agora paga sua faculdade de educação física - foto: Marcio Melo
    Ex-zagueiro do São Raimundo vende rala-rala para complementar renda familiar. Com o dinheiro arrecadado na rua, ele já conseguiu comprar um carro e agora paga sua faculdade de educação física - foto: Marcio Melo

    Conhecido por seu vigor físico avantajado, forte poder de marcação e qualidade nas jogadas aéreas quando atuava, o ex-zagueiro Paulão, 46, fez parte do último elenco que tão bem representou o futebol amazonense, no cenário nacional, na década passada. Com a camisa do São Raimundo, ele foi campeão estadual em 2006 e disputou a Série B do Campeonato Brasileiro naquele mesmo ano, quando o Tufão acabou sendo rebaixado.

    No mundo da bola, o agora estudante de educação física aprendeu muito sobre a vida. Começou a construir sua carreira por acaso, aos 13 anos. Sobrinho de um ex-jogador que passou por clubes como Cruzeiro e Atlético-MG, foi convidado por um amigo do tio a fazer um teste no Goytacaz Futebol Clube, clube da cidade de Campos (RJ), onde nasceu e foi criado.

    Talentoso e dono de boa estatura, o garoto do interior não demorou muito para despontar no futebol. Ainda com 20 anos, chegou ao Fluminense em 1990, e disputou algumas partidas nas categorias de base. Em seguida, subiu para o profissional e defendeu o Tricolor das Laranjeiras por três temporadas. Depois, se tornou um andarilho da bola e rodou o Brasil: defendeu 23 clubes durante a carreira.

    “Joguei em vários times, como Náutico-PE, América–RN, CRB-AL, Madureira-RJ, Volta Redonda-RJ, São Cristóvão-RJ, Botafogo-SP, XV de Jaú-SP e vim parar aqui. Depois da minha passagem por Alagoas, o Aderbal Lana me trouxe para jogar no Nacional. No Leão, joguei dois anos e depois não saí mais daqui”, recorda Paulão, que foi bicampeão com o time da Vila Municipal, em 2002 e 2003.

    Bem que o ex-zagueiro tentou voltar ao Rio de Janeiro para seguir a vida perto da família e dos amigos. Quando parou de jogar aos 37 anos, em 2007, ele retornou à Cidade Maravilhosa, mas, sem oportunidades de emprego, retornou a Manaus dois anos depois e passou a trabalhar exercendo a função de auxiliar técnico nos clubes locais e treinador das camadas jovens de alguns times.

    “Tive o convite do Nacional para voltar para cá. Daí voltei como auxiliar técnico, fui para a base e fiquei até 2011. Depois, fui para o Fast, ser assistente do Sérgio Duarte, e permaneci na base do clube até o ano seguinte. Voltei para o leão em 2012 e fiquei nessa aí, trabalhando com a base”, descreve Paulão, que também comandou a base do Manaus FC, ano passado.

    Paralelo ao futebol, o carioca resolveu se aventurar em outro ramo de negócio e começou a vender rala-rala, aquela tradicional “mistura baré” em que o gelo ralado é colocado num copo acrescido de suco dos mais diversos sabores. Paulão mergulhou de cabeça no novo empreendimento com um propósito: faturar um dinheirinho a mais para comprar um carro.

    “O rala-rala surgiu como complemento de renda. Comecei em 2010. Eu treinava no Nacional à tarde e vendia de manhã, daí foi indo. O meu objetivo era comprar um carro para eu me locomover por aqui. Consegui o que queria e surgiu outro foco: pagar minha faculdade, e hoje eu consigo fazer isso. Futebol é uma coisa, eu uso o dinheiro de lá para sobreviver, e do rala-rala eu pago minha faculdade”, explica o ex-jogador.

    Por André Tobias

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