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    Sem ‘casa fixa’, Flamengo inicia 2017 em novo 'modo itinerante'

    O Maracanã está abandonado e sofre com furtos enquanto aguarda a definição do futuro. A Arena da Ilha segue em ritmo de obras e será inaugurada para a estreia do Flamengo na fase de grupos da Copa Libertadores - contra o San Lorenzo, em 8 de março. Diante do panorama delicado, o time rubro-negro inicia 2017 em novo "modo itinerante". Será necessário rodar o Brasil nos jogos como mandante por pelo menos um mês.

    A estreia no Campeonato Carioca contra o Boavista, dia 28 de janeiro, será realizada na Arena das Dunas, em Natal. A partida inaugural na Primeira Liga, que terá o Grêmio como adversário, em 8 de fevereiro, acontecerá em Brasília.

    Serão pelo menos mais três jogos como mandante antes da inauguração da Arena da Ilha. Macaé (1º de fevereiro), Madureira (19 de fevereiro) e América-MG (1º de março). Há ainda a possível semifinal da Taça Guanabara e a própria final do torneio - situações indefinidas em razão da crise do Maracanã.

    Cariacica, espécie de casa rubro-negra em 2016, será novamente utilizada. O cenário inicial está distante do que o Flamengo imaginava depois do prejuízo sofrido em 2016. Resta encontrar soluções e tentar minimizar os problemas de forma precoce na temporada que marca o retorno do clube à Libertadores.

    "Falamos de mais ou menos um mês de jogos. Os nossos mandos de campo faremos fora do Rio de Janeiro e também viajaremos como visitantes. Não teremos as primeiras fases da Copa do Brasil e a pré-Libertadores. Minimiza o desgaste. Não é a condição ideal, mas é o que temos", afirmou o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

    Sem saber o futuro do Maracanã, o Flamengo aposta na Arena da Ilha como base sólida na temporada. Ainda assim, alguns jogos de apelo serão vendidos para outras praças em busca de receitas.

    "Vamos minimizar bastante isso [viagens], mas provavelmente ainda faremos ao analisarmos uma situação positiva de negócio", encerrou Bandeira.

    Vinícius Castro
    Folhapress