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    Presidente da Febam diz que basquete brasileiro em boas mãos

    Santos disse que o Amazonas tem grande chance de ser sede de uma etapa do Campeonato Brasileiro de basquete – Arthur Castro

    O basquete brasileiro passa por um momento de reestruturação em meio à crise técnica e financeira que assombra a modalidade. Apesar dos problemas enfrentados, as esperanças de dirigentes, jogadores e torcedores foram renovadas no último dia 10, quando o paraense Guy Peixoto foi eleito o novo presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

    Ex-jogador profissional da modalidade, com passagem marcante pelo Paysandu-PA e seleção brasileira, o empresário assume o cargo de mandatário máximo do basquete nacional no lugar de Carlos Nunes. A eleição de Peixoto traz esperança para o Amazonas, que votou com presidente eleito. A expectativa é de que o Estado receba mais apoio por parte da CBB nos próximos anos.

    Mesmo com a crise na modalidade dentro do Brasil, instalada após a Federação Internacional de Basquete (Fiba) suspender a seleção canarinho de competições oficiais, devido a razões financeiras e estruturais da CBB, o presidente da Federação Amazonense de Basketball (Febam), Jonas Santos, acredita que a eleição de Peixoto recolocará a entidade nacional nos trilhos.

    Basquete amazonense já abriu a temporada com as suas competições – Arthur Castro

    “Com ele à frente da CBB, nós temos a plena certeza que teremos mais apoio. Já estamos traçando algumas metas para 2017. Deixa elas se materializarem mais para podermos divulgar. Ele já está nos apoiando com a doação de materiais para as competições locais. Sabemos que a entidade tem prioridades, mas acreditamos que muitas coisas irão melhorar”, diz Santos.

    O presidente da federação local de basquete diz que decidiu apoiar a chapa do novo presidente da CBB por conta do profissionalismo transmitido pelas pessoas que compuseram o grupo dele, a maioria empresários e com experiência na administração de entidades esportivas.

    “O vice-presidente da CBB hoje, Manoel Castro, era presidente da Federação do Maranhão e ele gerenciou o projeto Basquete Maranhão, colocou o naipe feminino da modalidade do seu Estado a um patamar de nível nacional e com atletas de seleção brasileira. Isso daí demonstra o nível de habilidade que essas pessoas têm para administrar a entidade. O Guy Peixoto é um empresário de sucesso e desportista de seleção brasileira. Temos a plena confiança que ele vai conseguir administrar todos esdes problemas que cercam a CBB e que pode dar solução imediata para os mais relevantes deles”, explica o dirigente.

    Conforme Santos, o relacionamento com o novo presidente da CBB é antigo. Na eleição anterior a essa que aconteceu no início deste mês, Peixoto já havia manifestado o interesse em apoiar o basquete local para caminhar sua candidatura à presidência da confederação, o que acabou não acontecendo.

    “Já temos uma certa afinidade com o Guy e com o grupo que trabalha com ele. Nos entendemos muito bem, falamos a mesma língua, pensamos muito parecido e sugerimos maneiras para resolver problemas da modalidade. Entretanto, nossa relação com a Confederação Brasileira de Basquete era boa e ficou melhor ainda”, diz Santos.

    Presidente da Federação Amazonense de Basketball acredita que novo presidente da Confederação Brasileira de Basquete renovará fôlego da modalidade no país - Divulgação

    Nova gestão necessária

    Para o presidente da Febam, que também jogou basquete pelo São Raimundo-RR, La Salle e Ceará, a modalidade necessitava de uma reformulação em seu quadro administrativo para voltar aos trilhos e apresentar evolução, principalmente em relação ao nível de competição apresentado pela seleção nacional nos últimos anos, que deixou a desejar em torneios internacionais.

    “Ao longo dos últimos 6 a 7 anos, não tivemos uma administração adequada e a confederação acabou tropeçando nas próprias pernas. Essa falta de gerenciamento prejudica em qualquer setor, seja ele esportivo, empresarial ou domiciliar. Então, percebemos que a falta de planejamento da instituição, de metas e de busca de objetivos, a curto, médio e longo prazo, prejudica em demasia todo um trabalho”, avalia o dirigente.

    De acordo com ele, o grupo de trabalho eleito tem tudo para desempenhar um bom trabalho junto às 27 federações estaduais, às seleções de base, aos patrocinadores e no relacionamento com o Comitê Olímpico Brasileiro e Internacional, além de atividades junto ao Ministério do Esporte.

    Local

    Enquanto a nova gestão nacional inicia as atividades na CBB, a federação local já está com os trabalhos em pleno vapor. “A nova novidade para esta temporada foi o ‘Super Four’, que é o cruzamento olímpico entre os campeões e vice-campeões da primeira e segunda divisão. Também estamos juntos com a Federação Amazonense de Desportos Escolares (Fade). Vamos organizar torneios e competições estudantis para descobrir talentos dentro das escolas”, conta.

    Ainda conforme o presidente da Febam, o Amazonas tem grande chance de ser sede de uma etapa do Campeonato Brasileiro de basquete. “Temos estrutura para receber grandes jogos, assim como foi a NBB. Não sabemos qual etapa será, mas ao menos uma etapa conseguiremos sediar em 2017. Estamos competindo com outras praças esportivas por isso, mas temos afinidade direta com o Guy”, pontua.

    João Paulo Oliveira
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