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    Exoneração de diretor do CMPM-2 gera manifestação de pais e alunos

    Após quatro anos administrando o colégio, o oficial foi desligado do cargo sem receber promoção de patente militar

    Pais e alunos elogiam a administração do local na gestão do ex-diretor | Foto: Divulgação

    Manaus - Cerca de 100 pais estiveram, na manhã desta segunda-feira (16), em frente ao Colégio Militar da Polícia Militar (CMPM-2), na avenida Max Teixeira, Zona Norte, em um ato de manifestação com diversas faixas e cartazes. O motivo, segundo eles, é a exoneração do diretor da escola devido a não promoção de patente militar esperada há quatro anos pelo oficial.

    Uma das líderes do protesto, a comerciária Beatriz Ribeiro opinou que é uma injustiça a saída do gestor da instituição. "Ele trouxe a escola novamente para um nível aceitável. Todos sabiam que ela estava falida e ia fechar com o antigo sistema de educação. Todos os pais estão revoltados. Reunimos um abaixo-assinado com mais de mil assinaturas em dois dias para enviar à Casa Civil e protocolar a promoção do diretor, pois ele não pode sair assim", informa.

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    Segundo ela, durante a gestão do tenente-coronel Aldiney Ferreira Pinto o sistema integral mudou para o semiaberto, mais adequado à realidade dos alunos. Além disso, durante a greve dos professores, ela ressalta que a Associação de Pais, Mestres e Alunos (APMC) garantiu o salário dos professores da instituição, a mando do diretor, o que também colaborou para a frequência do colégio em meio à crise da educação no Estado.

    A unidade de ensino está localizada na avenida Max Teixeira
    A unidade de ensino está localizada na avenida Max Teixeira | Foto: Divulgação

    "Ele sempre foi um diretor de pulso firme, ajudou alunos e sabemos que é só com ele que os estudantes ficam em ordem. Não aceitamos que uma simples decisão do Comando Geral da PM seja o bastante para esta escola regredir. Queremos uma posição do governador sobre esta promoção o mais breve possível", completou Ribeiro.

    Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) informa que a saída do tenente-coronel Aldiney foi opção do próprio militar. Quanto à promoção, não é alçada da secretaria, e sim do Comando da Polícia Militar do Amazonas. 

    A reportagem entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) para saber um posicionamento sobre a promoção de patente do oficial, mas até à publicação desta matéria não houve respostas. 

    Edição: Isac Sharlon

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