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    Imigrantes


    Ainda não há previsão para a chegada de novos venezuelanos em Manaus

    A Prefeitura de Manaus informou que 180 estrangeiros devem ser abrigados na capital. Na contramão, Roraima pediu à Justiça Federal que fechasse a fronteira com o país vizinho

    Os venezuelanos que virão para Manaus farão o trajeto de ônibus | Foto: Márcio Melo

    Manaus - Com o intuito de fugir da crítica situação em que a Venezuela se encontra, aproximadamente 180 venezuelanos que estão em Roraima devem ser trazidos para a capital amazonense. No entanto, o Governo do Amazonas não sabe a data da chegada desses imigrantes. Na contramão, na última sexta-feira (13), Roraima pediu ao STF que fechasse a fronteira com o país vizinho, pedido que foi criticado pelo presidente Michel Temer.

    Responsável pela coordenação das ações de acolhimento em Manaus, a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) informou em comunicado que será feita uma revisão no termo de cessão do abrigo que fica localizado no bairro Coroado, Zona Leste, e que será cedido pela Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas). “A Seas iria ceder o abrigo por 12 meses, mas a prefeitura acredita que o tempo de assistência deve ultrapassar esse o prazo, sendo necessária uma revisão do documento para alinhar essa e outras situações”.

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     O traslado dos selecionados será custeado pelo governo federal
    O traslado dos selecionados será custeado pelo governo federal | Foto: Márcio Melo

    Os venezuelanos que virão para Manaus farão o trajeto de ônibus. O traslado dos selecionados será custeado pelo governo federal. Por sua vez, o valor global estimado para o atendimento dos 180 venezuelanos pelo período de um ano é de R$ 3,5 milhões para a aquisição de alimentos, produtos de higiene, limpeza, contratação de equipe técnica e aluguel de dois veículos.

    O cônsul venezuelano não quis se pronunciar sobre a chegada dos conterrâneos ao Amazonas.

    Abrigos 

    Atualmente, a Prefeitura de Manaus mantém dois prédios de acolhimentos aos venezuelanos, que abriga, aproximadamente,165 indígenas da etnia Warao. A Semmasdh colabora com o aluguel, alimentação, produtos de higiene e limpeza, salário da equipe técnica e ainda disponibiliza um veículo para auxiliar os indígenas na emissão de documentos ou outras necessidades.

    Cerca de 165 indígenas da etnia Warao estão abrigados em dois prédios cedidos pela Prefeitura de Manaus
    Cerca de 165 indígenas da etnia Warao estão abrigados em dois prédios cedidos pela Prefeitura de Manaus | Foto: Arquivo/EM TEMPO

    Opinião pública

    A chegada de novos imigrantes divide opiniões dos manauenses. A vendedora interna Francisca Ferreira, de 55 anos, contou que além do acolhimento os órgãos devem oferecer oportunidade de emprego para os venezuelanos se instabilizarem na capital.

    "Estou acompanhado e sei que é triste a situação que eles passaram em seu país. Muitos que já vivem aqui são pedintes e sequer tem uma moradia digna. Deve ser elaborado algo para que esses venezuelanos contribuem com a cidade", contou.

    Já a dona de casa Antônia Marques, de 47 anos, mostrou indignação e relatou que os órgãos municipais devem olhar mais pelos moradores da cidade. "Sabemos que a nossa população também precisa ser beneficiada com programas sociais. Exitem muitos dependentes químicos, que moram nas ruas e não recebem nenhuma ajuda", disse. 

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