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    Triste tarde de domingo


    Tragédia: Criança de 9 anos morre com disparo de arma de fogo do pai

    O menino teria pego a arma do pai, que é do Batalhão de Choque da Polícia Militar, e, acidentalmente atirou no próprio pescoço

    | Foto: Reprodução

    Manaus - O pequeno Ioseeph Bismark da Silva, de 9 anos, morreu com um tiro no pescoço, na tarde deste domingo (11),  na rua quatro, conjunto Mutirão, bairro Novo Aleixo, na  Zona Norte de Manaus. O menino teria pego a arma do pai, que é do Batalhão de Choque da Polícia Militar, e, acidentalmente atirou no próprio pescoço. 

    De acordo com informações preliminares de familiares da mãe da criança, o menino estava com o pai, José Ribamar Ribeiro, na casa da madrasta, quando teria pego a arma do policial, uma PT 40, e, acidentalmente, atirou no próprio pescoço. 

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    O caso foi registrado na Depca
    O caso foi registrado na Depca | Foto: Marcelo Cadilhe

    A família, da mãe do menino, questiona o fato da criança ter forças para destravar a arma e acusa o pai de negligência. "Como um pai deixa uma arma perto de uma criança? Isso é inadmissível", lamentou a tia da mãe de Iosseph, que preferiu não ser identificada.

    A prima da mãe da criança, que também preferiu não se identificar, contou que por volta das 13h a mãe do menino conseguiu falar com ele. "Ela perguntou se já tinha almoçado e se ele estava bem. Quando foi 14h45 recebemos a ligação com a noticia do ocorrido", disse a jovem, acrescentando que o menino era alegre, brincalhão e que não apresentava nenhum sinal de tristeza.

    A criança ainda foi levada para o Hospital Pronto Socorro Joãozinho, mas não resistiu e morreu poucos minutos depois de dar entrada na unidade.

    Mãe da criança 

    A mãe do menino, a atendente de lanchonete Paulina da Silva Lima, de 32 anos, contou que está separada há 8 anos do ex-marido e que a criança passava alguns fins de semana com o pai. Ela questiona porque o ex-marido não guardou a arma em local seguro. Ioseeph era filho único. 

    O pai da criança está sendo ouvido na Depca
    O pai da criança está sendo ouvido na Depca | Foto: Marcelo Cadilhe

    “Liguei para o celular do pai dele, mas ele não atendeu, depois de uns minutos retornou. Falei com o meu filho. Ele disse que estava tudo bem, falei que estava com saudade, ele respondeu que também estava, mas que já ia voltar para casa. Depois de um tempo fui avisada que ele estava no Joãozinho, perguntei o que acontecido, mas ninguém falou nada. Quando cheguei no hospital, entrei no consultório e o médico disse que ele havia morrido, em consequência de um tiro no pescoço”, contou a mulher.

    Visivelmente a mãe aparenta estar anestesiada. A mulher lamentou a morte do filho. “Ele era meu único filho. Ainda não falei com o pai dele, mas me pergunto porque ele não guardou essa arma”, finalizou.

    O pai da criança é do Batalhão de Choque da Polícia Militar
    O pai da criança é do Batalhão de Choque da Polícia Militar | Foto: Marcelo Cadilhe

    Primeiramente, o caso foi levado para o 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP), mas por se tratar de uma ocorrência envolvendo criança, o caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada Em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).  O pai da criança se apresentou espontaneamente na Depca, onde está sendo ouvido pela polícia.

    Segundo as primeiras informações repassadas pela delegada plantonista da Depca, Juliana Viga, o pai da criança informou, durante o depoimento, que o filho estaria no quarto brincando com outro menino, irmão da namorada dele, da mesma idade, quando ouviu um barulho. Logo em seguida esse outro garoto avisou que Ioseeph estava sangrando. A criança disse que não viu o momento que Ioseeph pegou a arma. A delegada acrescentou que o policial está muito abalado e que chora a todo o momento.

    O pai deve responder por crime de Omissão de Cautela, previsto no Estatuto da lei de desarmamento. A criança, que estava com Iosseph durante o fato, deve ser ouvida pela (Depca).

    "O caso será investigado e todos os exames periciais serão realizados para sabermos de fato o que aconteceu”, finalizou a delegada.

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