Fonte: OpenWeather

    Exemplo


    Bronze paralímpico, amazonense tem história marcada por 'reencontro com a vida'

    Guilherme da Costa conquistou a medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e contou história de superação em blog

    Guilherme sofreu uma lesão há 11 anos de acidente de carro | Foto: Divulgação

    Medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 no tênis de mesa, o amazonense Guilherme Marcião da Costa, de 25 anos, nunca imaginou que uma lesão pudesse mudar sua vida, não apenas de campeão paratleta, mas principalmente sua vida como um todo, marcada por conquistas e glórias.

    Desde quando sofreu uma lesão muito grave há 11 anos, a modalidade surgiu para auxiliar sua reabilitação, mas acabou virando uma grande paixão, com direito a muita dedicação e empenho, mas principalmente de acreditar que sempre é possível recomeçar em qualquer circunstância da vida.

    Leia também: Arsenal vai gastar R$ 258 milhões em francês do Lyon, diz jornal 

    Guilherme da Costa, disse que para ser um paratleta é necessário muito trabalho e treino para conseguir superar as dificuldades naturais da modalidade. Para ele, a superação é tudo que qualquer pessoa nessa categoria para vencer.

    “As dificuldades do paratleta são maiores, tem complicações que um atleta olímpico não tem. Além disso, tem a preocupação da cadeira, remédio, doença, que acaba sendo bem específico de algumas lesões. No meu caso é a cadeira, porque tenho uma de jogo e outra do dia a dia, sem contar alguns remédios que tenho de tomar devido minha lesão”, comentou.

    Seu currículo esportivo exibe nada mais nada menos que 50 medalhas, 17 países visitados, sendo heptacampeão brasileiro e uma medalha paralímpica.

    Paratleta amazonense tem um total de 50 medalhas de suas conquistas no tenis de mesa
    Paratleta amazonense tem um total de 50 medalhas de suas conquistas no tenis de mesa | Foto: Divulgação


    “Fui heptacampeão brasileiro em Toledo, no Paraná mês passado. Chegar a esse patamar é fantástico, mas é fruto de muito trabalho, porque nada não caiu no meu colo, foi preciso muita dedicação. Sempre procuro subir mais um degrau dentro do que busco em minha vida”, disse.

    Morando em São Paulo com dois amigos paratletas da seleção brasileira, Guilherme da Costa afirmou que para vencer na vida é preciso muitos sacrifícios, pois somente assim se conquista algo no esporte.

    “Faz parte da vida do paratleta ficar longe da família. Abri mão de muita coisa, porque se troca muitas horas de treino e dedicação por alguns minutos no pódio, mas vale a pena tudo isso. Eu estou com um propósito maior, que é participar da Olimpíada de Tóquio e voltar com outra medalha. Minha família entende isso, a internet ajuda muito, aproxima quem está longe. Vou correr atrás para que tudo isso vale a pena”, cita.

    Inesquecível

    Uma das maiores conquistas do paratleta amazonense foi vestir a camisa da seleção brasileira e ganhar a medalha de bronze no tênis de mesa no Rio 2016. Para ele, é algo inesquecível e sem definição para descrever o significado de ser medalhista paralímpico.

    Participando de várias competições já conheceu 17 países
    Participando de várias competições já conheceu 17 países | Foto: Divulgação

    “A medalha foi algo incrível e surreal. Nós sabíamos que tínhamos a maior chance por equipes, mas dependíamos do sorteio, dos cruzamentos, entre outas coisas, mas deu tudo certo. Foi algo absurdo, pois é difícil traduzir em palavras esse feito. Acho que só o nascimento de um filho é maior do que essa conquista”, relatou.

    Escrever

    Além da paixão pelo tênis de mesa, Guilherme confessou que desde criança tem outro prazer que é acompanhar por muitos anos: escrever. Segundo ele, não existe melhor coisa do que escrever e até citou que em breve seu poema poderá ser encontrado em uma obra.

    “Sempre fui um cara que gosta de escrever, desde pequeno. Tinha um poema que foi para o jornal da escola. Sempre gostei e coloquei para fora muita coisa quando estou escrevendo. Tenho um blog, que surgiu junto com um amigo de Brasília. Nós pretendemos escrever um livro com os melhores textos, seria um livro digital. Estou bem empolgado com essa ideia, porque será meu primeiro livro. Isso serve como uma válvula de escape para mim escrever outras coisas”, finalizou.

    Quem quiser conhecer a história de Guilherme, contada por ele mesmo em um texto emocionante, pode ler seu depoimento completo, em texto publicado no blog Sapatilhas sobre Rodas.

    Leia mais:

    No Dia Mundial do Diabetes, saiba a importância do diagnóstico precoce

    Esforço intenso pode causar lesão grave e potencialmente fatal

    Em alta, Thiago Neves participa de quase 30% dos gols do Cruzeiro no ano