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    Estudo


    15% dos homens que transam com homens têm HIV em Manaus, diz estudo

    O estudo foi feito pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Manaus ficou na 6ª posição

    O estudo foi feito em 2016 com 4176 participantes | Foto: Divulgação

    Manaus - A capital amazonense foi classificada como a sexta cidade com maior índice de HIV entre homens que fazem sexo com outros homens (HSH). A pesquisa foi feita em 12 cidade brasileiras pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e publicada na revista internacional "Medicine". A estimativa para a população Manauara é de 15,1% de infectados.

    As cidades analisadas foram Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Campo Grande, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Brasília teve a menor taxa de prevalência com 5,8% e São Paulo a maior: 24,8%.

    O termo homens que fazem sexo com outros homens (HSH) é usado na medicina para contemplar aqueles homens que não se identificam como gays, mas mantêm relações sexuais com homens e também precisam ser incluídos em campanhas de saúde pública.

    Dados gerais da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), dão conta de que em  2017, cerca de 713 pessoas foram infectadas. Já nos primeiros meses de 2018, a Fundação registrou até  abril, 229 novos casos em Manaus. 

    Aumento de Casos

    Segundo a pesquisa, nos últimos 10 anos, houve um aumento de novos casos de AIDS entre homens na faixa etária de 15 a 19, 20 a 24 e 60 anos de idade.

    De 2006 a 2015, a taxa entre jovens de 15 a 19 anos mais do que triplicou (2,4 a 6,7 ​​casos / 100.000 habitantes) e entre os de 20 a para 24, dobrou (15,9 a 33,1 casos / 100.000). No mesmo período de 10 anos, os casos de AIDS entre HSH aumentaram de 35,3% para 46,2% em comparação com todas as categorias de casos de AIDS relatados entre os homens.

    Sobre o estudo

    O estudo foi feito em 2016 com 4176 participantes. Destes, um total de 3958 concordou em fazer o teste de HIV revelando que 17,5% tiveram resultado positivo para a infecção. Somados aos participantes que se declararam soropositivos, o estudo teve 18, 4 % dos participantes com HIV.

    Prevenção

    O uso do preservativo ainda é uma das formas mais eficazes para prevenir a contaminação do vírus do HIV e de outras doenças transmissível.

    No Brasil, todas as pessoas diagnosticadas com HIV recebem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento traz vários benefícios: reduz as complicações relacionadas às infecções pelo HIV e a transmissão do vírus e melhora a qualidade de vida e diminui a mortalidade. 

    O órgão de saúde também recomenda realizar o teste de HIV regularmente e, se o resultado for positivo, deve iniciar o tratamento o mais rápido possível. 

    Tratamento como prevenção

    O tratamento também tem a finalidade de prevenir a transmissão do HIV. Isso porque os medicamentos antirretrovirais reduzem a quantidade de vírus circulante no corpo da pessoa vivendo com HIV, alcançando a chamada “carga viral indetectável”. 

    Pessoas que vivem com HIV com carga viral indetectável têm uma possibilidade insignificante de transmitir o vírus à outra pessoa durante relações sexuais desprotegidas. 

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