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    Vinho para acompanhar o churrasco? Veja as melhores combinações

    Substituir a clássica cerveja pelo vinho pode ser uma grande aposta no quesito sabor, porém, empresas especializadas dão dicas especiais para ajudar nessa combinação

    De acordo com o corte e o tempero da carne, tem um melhor vinho. | Foto: Divulgação

    Embora caipirinha e cerveja ainda mantenham a soberania no churrasco brasileiro, a quantidade cada vez maior de pessoas adotando as taças mostra que o vinho vem ganhando espaço. Mas você sabe como combinar a bebida ideal com cada um dos cortes de seu churrasco? Não se pode negar que uma boa harmonização faz toda a diferença e o vinho pode ser considerado um grande aliado no quesito sabor.

    Para Lana Ruff, sommelière da site especializado Evino, o crescimento no número de pessoas que começaram a adotar a harmonização de vinho e churrasco representa uma mudança gradual na nossa cultura. "Um palpite é o fato de que o vinho tem propriedades que ajudam a contrabalancear as características extremas da carne", diz.

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    De acordo com ela, é importante saber que sal e gordura são elementos amigos da harmonização (e por isso as combinações queijo-vinho e carne-vinho são tão famosas). Ambos os aspectos combinam com o elemento do amargor, que existe naturalmente nos taninos presentes em vinhos tintos. "Não à toa a Malbec, que é uma uva com bastante tanino, é o par tradicional de cortes suculentos e fibrosos, como bife ancho e contrafilé".

    Já a acidez ajuda a cortar as moléculas de gordura no palato, então alguns cortes mais gordurosos, como picanha e alcatra, vão precisar de uvas com teor alto de acidez, como Cabernet Sauvignon, para garantir equilíbrio.

    "Quem quiser ousar pode investir sem dó em filé mignon com Chardonnay barricado. As transformações microbiológicas que o vinho branco sofre enquanto está em contato com a barrica dão a ele um aspecto mais pesado, carnudo e até aromas de manteiga", pontua. Esse tipo de característica faz com que o vinho tenha mais presença em boca, pareça mais encorpado e, portanto, páreo pra encarar uma carne vermelha magra.

    Outra dica da especialista é prestar atenção se o tempero é o elemento principal do prato. Por exemplo, se estiver rolando uma costela ao barbecue, o molho vai predominar em virtude do seu sabor forte. Syrah é um clássico para essa receita, pois, além de ser uma uva que rende vinhos encorpados, ela tem aromas de especiarias que entram em harmonia com o molho.

    Já a mistura clássica de carne branca e vinho branco também é bem famosa, pois temos uma harmonização por peso e semelhança: a carne e o vinho são leves e por isso não há muito risco de um se sobressair ao outro. "Se o frango estiver temperado com ervas, aí a dica é Sauvignon Blanc, uva branca com aromas tipicamente herbáceos ou Carménère, uva tinta que também vai nessa direção. Essas dicas também valem para o pão de alho, que precisa de vinhos com sabores e aromas fortes" comenta.

    Embora caipirinha e cerveja ainda mantenham a soberania no churrasco brasileiro, a quantidade cada vez maior de pessoas adotando as taças mostra que o vinho vem ganhando espaço.
    Embora caipirinha e cerveja ainda mantenham a soberania no churrasco brasileiro, a quantidade cada vez maior de pessoas adotando as taças mostra que o vinho vem ganhando espaço. | Foto: Divulgação

    As carnes de porco têm muito sal e muita gordura, mas sabores mais suaves, em geral. Assim, a harmonização não tem segredo, já que os elementos que se destacam são fáceis de combinar. A linguiça é a oportunidade certa para dar aquela variada e investir em rosés ou, até mesmo, espumantes, cuja acidez sempre alta promete cortar a gordura.

    E os vegetais são um desafio para uma harmonização bem sucedida, pois eles unem consistências confusas, ora crocantes, ora macias. Mas de acordo com a especialista nem tudo está perdido. "Pra dar conta dessa explosão de sabores e texturas vale dar uma temperada nos legumes com o próprio vinho. E vale lembrar que cogumelo e Pinot Noir, ou a uva piemontesa Nebbiolo, são pares clássicos", finaliza.

    Edição: Lívia Nadjanara

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