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    Saúde


    A vida sexual dos homens após os 50

    Conheça os tratamentos e alternativas para seguir com uma vida sexual ativa, mesmo com a idade avançada

    | Foto: Marcely Gomes

    Médico urologista George Lins explica a diferença entre andropausa e disfunção erétil | Autor: Marcely Gomes

    Manaus- "A partir dos 50 anos começa um declínio natural na produção de testosterona pelo organismo, levando à disfunção erétil e outros problemas, fenômenos que denominamos como 'andropausa'. Com a queda dos níveis sanguíneos da testosterona, os indivíduos passam a apresentar perda do apetite sexual," destaca o médico urologista George Lins.

    Segundo o urologista, quase 90% dos pacientes, nessa idade, reclamam de disfunção erétil, mas na verdade, até chegar a esse diagnóstico, existe um longo caminho. "A reclamação, quase que geral, é sobre a impotência sexual. Ninguém chega falando sobre andropausa. Na primeira conversa é possível notar já alguns indícios sobre o que aquele paciente realmente tem, mas somente após todos os exames é possível iniciar a correção", explicou.

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    Médico urologista Geroge Lins, atende pacientes na Fundação Cecom, no Hospital Getúlio Vargas e leciona em instituição de ensino privada
    Médico urologista Geroge Lins, atende pacientes na Fundação Cecom, no Hospital Getúlio Vargas e leciona em instituição de ensino privada | Foto: Marcely Gomes

    No Brasil, os tratamentos mais usados são as injetáveis, de curta e longa ação (Undecilato de Testosterona ou associação de ésteres de testosterona), e as transdérmicas, em forma de solução axilar e gel cutâneo. Ou seja,  a reposição desse hormônio pode ser feita por via oral, de forma injetável e, mais recentemente, também por meio de pastilhas intradérmicas.

    De acordo com o médico, o tratamento para esse tipo de disfunção se dá em três etapas. "Primeiramente, começamos com as medicações orais, chamados de inibidores da 5-fosfodiesterase, que são os famosos 'Viagra', 'Cialis' e 'Levitra'. No insucesso do tratamento oral, passamos para a segunda etapa, que são os vasodilatadores diretos, injeções penianas intracaversonas e por fim, caso as opções anteriores não melhorem a disfunção erétil no paciente, somente aí, passamos para a possibilidade de implantação de uma prótese peniana, se for de interesse do paciente". Ela é a última opção, segundo George, devido as altas taxas de implicações, como extrusão de prótese, infecção e rejeição, além de ser uma cirurgia de risco e delicada.

    Escolha de próteses penianas para tratamento de disfunção erétil é recomendado apenas em último caso
    Escolha de próteses penianas para tratamento de disfunção erétil é recomendado apenas em último caso | Foto: Marcely Gomes

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