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    Malária


    Aumento nos casos de malária deixa alerta na Saúde Pública do Estado

    A doença teve um aumento de mais 50% dos casos nos últimos dois anos, o que preocupa profissionais da vigilância

    Foram mais de 131 mil casos registrados nos últimos dois anos. | Foto: Divulgação
    Foram mais de 131 mil casos registrados nos últimos dois anos.
    Foram mais de 131 mil casos registrados nos últimos dois anos. | Foto: Divulgação

    Manaus  - Casos de malária estão cada vez mais expressivos no Estado. Informações da Fundação de Vigilância de Saúde do Amazonas (FVS-AM), dão conta que casos da doença, transmitida pelas picadas do mosquito fêmea Anopheles, registraram um aumento de mais de 50% dos casos nos últimos dois anos, o que compreende cerca de 131.053 casos registrados em todo o Amazonas.

    Um dado mais recente, também mostra que nos dois primeiros meses de 2018, a doença avançou 29,10% que o registrado no mesmo período do ano passado. São 11.707  casos observados pelo órgão de vigilância contra  9.068 registrados em 2017.

    Ainda em 2017, por exemplo, no segundo semestre, o mosquito transmissor da malária  infectou cerca de 2.977 pessoas, desses, um paciente veio a óbito, segundo informações no Sistema de Vigilância Epdemiológica  e Informações Online (Vigiweb 2018) registrados pela  Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

    De acordo com o chefe de Departamento de Vigilância Ambiental (DVA), Cristiano Fernandes, existem vários fatores relacionados a transmissão da doença que vão desde a mudança no comando dos municípios até a diminuição do número de profissionais que realizam o controle de vigilância da malária. 

    "Dentre essas dificuldades, é importante deixa claro também que temo as dificuldades dos municípios de manter as ações de controle. O que  percebemos é que ano passado nós tivemos vários laboratórios desativados. Então, alguns gestores qui no estado deixaram de pensar a malária como um problema grave". disse Fernandes.

    Fernandes disse ainda que apesar de a FVS-AM aplicar cursos de capacitação e orientações, a responsabilidade ainda é dos municípios de manter as ações de vigilância. "Alguns municípios ainda não tem apresentando uma resposta positiva, do ponto de vista do controle, que garanta a redução de casos. Os gestores tem que é importante que haja uma observação desses casos e uma resposta rápida para combater os focos". afirmou. 

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    São Gabriel da Cachoeira

    São Gabriel da Cachoeira registrou o maior número de casos de malária dos municípios do Amazonas. A falta  de investimento influenciou para o crescimento.
    São Gabriel da Cachoeira registrou o maior número de casos de malária dos municípios do Amazonas. A falta de investimento influenciou para o crescimento. | Foto: Divulgação

    No ranking dos municípios com maior incidência da doença está São Gabriel da Cachoeira, localizado à 852 quilômetros de Manaus, às margens da Bacia do Rio Negro. Segundo da Fundação de Vigilância de Saúde (FVS-), em 2017 a cidade registrou mais de 10 mil casos, acompanhado de Manaus, Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro.

    Segundo o órgão de saúde, o mosquito costuma se proliferá em períodos sazonas. Exemplo disso foram os casos registrados entre julho e dezembro de 2017. Foram cerca 2.977 pessoas que contrariam a doença. Cristiano argumenta que isso acontece devido a descida do rio. "As notificações da doença acontece todo o ano. No período do segundo semestre é esperado o maior índice de casos, justamente pelo período sazonal quando o rio começa a secar, formando aquelas aquelas coleções de água parada, como lagos e lagoas perene esses lugares servem de criadouro para o mosquito" disse.

    Investimentos 

    Cristiano Fernandes disse ainda, que cerca de 19 municípios receberam investimentos do Estado em 2017  para combater o mosquito e acompanhar os casos. "Ano passado nós lançamos um plano de intensificação do controle da malária. Então a parceria junto com o Ministério da Saúde, nós fizemos um investimento em 19 municípios, que receberam equipamentos, dentre eles barcos, veículos, motocicletas para realizarem as ações de vigilância". comentou. 

    Como ocorre a transmissão?

    A transmissão ocorre após picada da fêmea do mosquito Anopheles (darlingi), infectada por protozoários do gênero Plasmodium. No Brasil, três espécies estão associadas à malária em seres humanos: P. vivax, P. falciparum e P. malariae.

    Sintomas

    Os sintomas mais comuns são: calafrios, febre alta no início contínua e depois com frequência de três em três dias, dores de cabeça e musculares, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios.

    No caso de infecção por P. falciparum, também existe uma chance de se desenvolver o que se chama de malária cerebral, responsável por cerca de 80% dos casos letais da doença. Além dos sintomas correntes, aparece ligeira rigidez na nuca, perturbações sensoriais, desorientação, sonolência ou excitação, convulsões, vômitos e dores de cabeça, podendo o paciente chegar ao coma.

    Prevenção

    Individual: uso de mosquiteiros impregnados ou não com inseticidas, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, uso de repelentes.

    Coletiva: drenagem, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das condições de trabalho, uso racional da terra.


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