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    Opinião-Articulistas


    Ser simpático faz diferença na hora de manter o emprego?

    Atualmente, 13 milhões de desempregados no país estão à procura de vagas, mesmo com empresas procurando gente

    Cristina Monte fala que, com as tendências de mercado mudando, o profissional deve pensar novos meios de se adaptar para não ficar de fora | Foto:

    Manaus - Que o mundo está mudando numa velocidade incrível, a gente já sabe! Essa impaciência do tempo que é decorrente, principalmente, do desenvolvimento tecnológico, nos força a otimizar não mais apenas os recursos de infraestrutura, mas, também, os recursos humanos.

    Cada vez mais precisamos correr para acompanhar o ritmo frenético do mundo do trabalho, devido às exigências das organizações que também são cobradas pelo mercado e lutam pela sua própria sobrevivência. Estamos todos no mesmo barco!

    Futuro já foi garantido

    Décadas passadas, a gente sonhava em se graduar e montar um consultório, fazer carreira no Banco do Brasil ou similar. Além de ganhar bom salário, que era sinônimo de uma vida confortável, representava status social. O sucesso estava garantido.

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    Depois o cenário mudou: a gente passou a estudar mais, se especializar e as empresas - com muitas vagas de emprego em aberto -, devido à alta demanda, contratava sem muitas exigências, mas com a alta concorrência para disputar boas vagas, a gente queria se destacar e conquistar os melhores empregos.

    Desemprego e empregabilidade

    Mas agora, a situação é bem diferente. Com a taxa de desemprego beirando os 13 milhões de desempregados e muita gente boa e competente disputando minguadas vagas é preciso pensar em estratégias para manter a empregabilidade.

    Sem contar que as empresas buscam pessoas com um alto grau de aperfeiçoamento que vai além dos estudos e do domínio da parte técnica da profissão. Nenhuma delas quer ter no seu time um colaborador com cara emburrada e que não saiba trabalhar em equipe.

    Nem só de estudo vive o homem

    Foi-se o tempo que frequentar os bancos escolares, ter uma graduação, depois uma pós-graduação, mestrado, doutorado e assim por diante, garantia uma boa colocação no mercado de trabalho.

    Era só estudar, ter frequência, tirar boas notas e pronto. Recebíamos o diploma ou certificado, que - muitas vezes - virava quadro na parede do escritório. Era o suficiente.

    Foi-se o tempo que frequentar os bancos escolares, ter uma graduação, depois uma pós-graduação, mestrado, doutorado e assim por diante, garantia uma boa colocação no mercado de trabalho.
    Foi-se o tempo que frequentar os bancos escolares, ter uma graduação, depois uma pós-graduação, mestrado, doutorado e assim por diante, garantia uma boa colocação no mercado de trabalho. | Foto:

    Desta forma, podemos considerar este aprendizado como tangível que é oriundo do conhecimento obtido dos bancos escolares ou das salas de aula como “hard skills”, jargão estrangeiro que o pessoal dos RHs incorporou no dia a dia da área e que significa simplesmente “habilidades técnicas”.

    Então se o funcionário chegasse ao trabalho, não falasse com ninguém e estivesse com aquela cara feia, tudo bem, importava que ele tivesse os tais conhecimentos técnicos, desempenhasse bem sua função e todo mundo aturava a figura pouca simpática.

    Testando as hard skills

    O nível das “hard skills” é facilmente avaliado e comparado aos demais candidatos em um processo seletivo. Elas são habilidades decorrentes dos conhecimentos técnicos, que pressupõem o aprendizado através de livros, cursos, apostilas ou qualquer outro meio em que o resultado desse empreendimento possa ser mensurado por meio de testes, provas, entrevistas etc.

    Desenvolvendo as soft skills

    Então surgiu o jargão contrário chamado “soft skills”, ou seja, refere-se às habilidades comportamentais, que presumem o nível da nossa inteligência emocional e, consequentemente, como nos relacionamentos com chefes, colegas, clientes, parceiros etc.

    Ou seja, observando, compreendendo e lidando com as nossas emoções e as dos outros de forma a criar e manter um ambiente harmônico e de boa convivência e que esse clima repercuta em resultados positivos às empresas.

    Essas habilidades são mais difíceis de serem mensuradas e exige do pessoal de RH muita atenção na hora de avaliar. Mas, para nós profissionais, torna-se uma boa oportunidade para focarmos neste diferencial.

    Mudando o ego

    Para melhorarmos o nível das “soft skills” é preciso uma transformação ou melhoria nas nossas atitudes e no modo como interagimos com as pessoas, independentemente do nível de estresse, problemas pessoais ou qualquer outra situação emocional que esteja ocorrendo em nossa vida.

    Enfim, ficou lógico que estudar e ter vários diplomas não significa estar apto ao mercado. Isto é fácil conquistar. Difícil é fazer uma autoanálise e fazer as mudanças e ajustes necessários para se manter - não apenas num bom emprego - mas, também, principalmente, para tornar a vida mais prazerosa.

    Então voltando ao objetivo proposto, o profissional hoje que queira manter sua empregabilidade precisa ter as “hard skills” e as “soft skills” em equilíbrio, investindo mais na segunda, que foram deixadas na gaveta.

    Aquela figura lá de cima, que vivia de cara emburrada, não terá mais oportunidades boas de trabalho!

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