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    Astronomia


    A astronomia dos séculos 20 e 21

    O avanço da astronomia nos séculos 20 e 21 em sido surpreendente como nunca fora na história dessa ciência.

    Naves espaciais são lançadas em direção ao infinito como forma de estudar o espaço com mais detalhes
    Naves espaciais são lançadas em direção ao infinito como forma de estudar o espaço com mais detalhes | Foto: Reprodução

    No início do século 20, o físico alemão Max Planck, pai da Física Quântica já afirmava que: “a energia de um fóton é inversamente relacionada com o comprimento de uma onda de luz”.

    Assim, considerando que os cientistas recebem apenas ondas eletromagnéticas dos confins do universo, a descoberta de Planck possibilitou estudar planetas, estrelas e galáxias distantes, uma vez que cada elemento químico emite seu próprio espectro.

    Harlow Shapley da universidade de Harvard ,demonstrou que o sol não se localizava no centro da galáxia, a Via Láctea.

    Foi nesse mesmo século que Edwin Hubble, astrônomo americano demonstrou que não havia apenas a nossa galáxia no universo ao observar a galáxia de Andrômeda, mas que nossa Via Láctea era apenas uma de milhões de galáxias espalhadas pelo espaço infinito.

    A teoria do Big Bang que procura explicar o início do universo através de uma grande explosão ocorrida a cerca de 14 bilhões de anos atrás foi defendida pelo astrônomo belga Georges Lemaitre. Desde então, o universo está em franca expansão, conforme observações de Hubble.

    Albert Einstein contribui com a teoria quântica de Max Planck dando uma nova conotação à luz e estabelece o Efeito Fotoelétrico. Porém, ficou mais conhecido com a criação das teorias da relatividade restrita e geral.

    Com a guerra fria entre o Ocidente liderado pelos EUA e a União Soviética, iniciou-se a corrida espacial. Apesar dos objetivos serem uma possível guerra nuclear entre os dois lados, a ciência foi beneficiada com o desenvolvimento dos foguetes espaciais e o controle da fusão e fissão do átomo, que levou às armas nucleares que hoje ainda assombram o mundo.

    Apesar do fim da guerra fria, a tecnologia espacial permaneceu evoluindo com lançamentos de veículos espaciais cada vez avançados tecnologicamente. A humanidade dá os primeiros passos de como viver no espaço com a construção de bases nas fronteiras da atmosfera da Terra. O homem chega à Lua e possibilita conhecer na prática possíveis perigos que podem afetar sua permanência no espaço.

    É estabelecida a Estação Espacial Internacional através de uma cooperação entre diversos países, inclusive com a participação dos antigos inimigos da guerra fria, EUA e Rússia.

    Naves espaciais são lançadas em direção ao infinito como forma de estudar o espaço com mais detalhes : sua constituição química e física, distâncias, planetas fora do sistema solar, descoberta de novas galáxias, procura por formas de vida fora de nosso planeta, possíveis ameaças à Terra vinda do espaço e até novas formas de energia que poderiam impulsionar futuras naves espaciais.

    | Foto: Reprodução

    Na imagem acima de uma pequena região do espaço, podemos observar que cada ponto representa uma galáxia. Nossa galáxia, a Via Láctea, que é apenas um desses pontos tem uma largura em torno de 100.000 anos-luz e uma espessura de 10.000 anos luz. Ou seja, se pudéssemos viajar na velocidade da luz (aproximadamente 300.000 Km por segundo), levaríamos 100.000 anos para viajar de uma extremidade a outra de nossa galáxia ou 10.000 anos para vencer a distância de sua espessura.

    Os astrônomos já localizaram objetos a mais de 13 bilhões de anos luz da Terra. Provavelmente formado no início da formação do universo.

    A cada dia estamos realizando mais descobertas no espaço. A partir daí a física nos permite testar novas teorias que, para a maioria das pessoas comuns, são simplesmente surpreendentes: viagens por “buracos de minhoca”, que são tuneis no espaço que nos permitiria viajar milhões de anos luz em pouco tempo, viagens no tempo, migração da raça humana para estabelecer novas civilizações em outros planetas, descobrir novas formas de vida, por mais simples que sejam. Enfim, o espaço é a nossa fronteira final.

    Esse conhecimento de astronomia, aliado com outras ciências como a física e a matemática, provavelmente será a base da sobrevivência da humanidade nos próximos séculos.

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