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    Geração Y


    A escolha da profissão e o número de empregos no futuro

    De médicos a técnicos de laboratório: os avanços tecnológicos prometem garantir e ampliar oportunidades para todos

    A jornalista Cristina Monte mostra que apostar na área da saúde é o destino certo dentro do mercado de trabalho | Foto: Acervo Pessoal

    Manaus - Atualmente, na hora de escolher uma graduação ou formação técnica, é preciso estar atento às novas demandas do mercado. Por mais que se tenha vocação para determinada área, não dá pra desconsiderar a sobrevivência da carreira diante da transformação atual e optar por um curso que limitará a atuação profissional.

    Pois, em virtude da transformação tecnológica, a gente precisa observar se o curso escolhido está no rol das profissões futuras ou, pelo menos, verificar o seu grau de empregabilidade. Afinal, o que adianta escolher uma formação que daqui a cinco ou dez anos corre o risco de não existir?

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    Daqui pra frente, mesmo os profissionais atuantes precisam – periodicamente – repensar a carreira, acompanhando as tendências do mercado e manter a empregabilidade.

    Saúde, saúde pra crescer

    Nem preciso falar da importância do pessoal da área da saúde e bem-estar e, mesmo que boa parte do setor apresente problemas que vão desde a formação acadêmica à falta de recursos e insumos para trabalhar, é esta turma que cuida da gente nos momentos mais complicados ou nos auxilia a manter uma vida saudável.

    E há várias razões para que esse público continue firme e forte no mercado de trabalho. Uma delas, diz respeito ao envelhecimento da população, pois de acordo com um dos vários estudos, a população brasileira está envelhecendo rapidamente.

    Vivendo mais e melhor

    Nomeado “Envelhecimento da Força de Trabalho no Brasil” e realizado em 2013, em parceria entre a FVG & PwC, o estudo diz que por volta de 2040 mais da metade da força de trabalho brasileira terão mais de 45 anos!

    Tudo indica que iremos precisar de mais médicos, fisioterapeutas, geriatras, nutrólogos, dermatologistas, esteticistas, cuidadores, editores de DNA, gerontólogos, e enfermeiros, entre outros profissionais.
    Tudo indica que iremos precisar de mais médicos, fisioterapeutas, geriatras, nutrólogos, dermatologistas, esteticistas, cuidadores, editores de DNA, gerontólogos, e enfermeiros, entre outros profissionais. | Foto: Divulgação

    Um dos elementos fundamentais que contribuiu para que a gente viva mais foi o avanço científico ocorrido nas últimas décadas e que nos proporcionou um leque de tratamentos, já que temos mais opções de remédios, terapias, exames e um monte de alternativas que nos ajudam a manter a saúde ou curar doenças.

    Agora, você consegue imaginar a quantidade de possibilidades que surgirão na área da saúde e bem-estar em virtude dessa avalanche tecnológica nunca antes na história deste planeta?! Teremos profissionais suficientes para atuar de acordo com esse panorama inovador?

    Tendências de carreiras

    Enfim, tudo indica que iremos precisar de mais médicos, fisioterapeutas, geriatras, nutrólogos, dermatologistas, esteticistas, cuidadores, editores de DNA, gerontólogos, e enfermeiros, entre outros profissionais.

    Os biomédicos ganham destaque por poderem atuar em diversas frentes, como, por exemplo, análises clínicas, biossegurança, embriologia, reprodução humana, genética, microbiologia, saúde pública e imagenologia (contempla segmentos como: radioterapia, tomografia computadorizada, radiologia médica, ressonância magnética, medicina nuclear e ultrassonografia). 

    Ainda a respeito de saúde, qualidade de vida e bem-estar precisaremos de engenheiros hospitalares, bioinformacionistas, técnicos em telemedicina, conselheiros de aposentadoria e gestores de qualidade de vida.

    A nanorrobótica entra em cartaz

    Nessa área, a tecnologia está possibilitando o desenvolvimento de micro e nanorobôs que poderão auxiliar em cirurgias, na introdução de medicamentos e mapear ou destruir tumores.

    Se tudo der certo, essas novas tecnologias permitirão que robôs muito pequenos possam tomar forma de formigas ou ainda apresentarem diâmetros menores que o de um fio de cabelo, auxiliando em cirurgias ou introduzindo medicamentos diretamente na corrente sanguínea do paciente, conforme reportagem do site Techtudo.

    Já em relação aos nanorobôs, a tecnologia é ainda mais complexa, necessitando de auxílio de microscópio, pois serão feitos a partir do DNA e aplicados no corpo do paciente, para poderem, exemplificando, verificar a temperatura, pressão e concentração de açúcar no sangue, ainda de acordo à matéria.

    Continua a profissão, muda a atuação

    Dá pra perceber que muitas profissões continuarão existindo, porém, as funções correspondentes serão replanejadas e adaptadas de acordo ao novo cenário muito mais tecnológico e inovador. Outras, surgirão conforme as futuras demandas.

    E já que o assunto é saúde, aproveito pra falar do 13º Congresso Internacional da Associação Brasileira Rede Unida. O objetivo central do evento, chamado “Faz escuro, mas cantamos: redes em re-existência nos encontros das águas”, é reunir o pessoal da saúde, usuários do SUS, pesquisadores, estudantes, professores, gestores e representantes de movimentos sociais, das áreas da educação e da saúde, para fomentar a reflexão sobre os processos de saúde e vida.

    O Congresso acontece pela primeira vez em Manaus, na Ufam, do dia 30 de maio ao dia 2 de junho, e conta com uma vasta programação, tendo inclusive a “Conferência do Conselho Nacional de Saúde”.

    Já confirmaram presença no evento, os representantes do Brasil, Bélgica, Inglaterra, Estados Unidos, Colômbia e outros países. Entre vários parceiros, o ILMD/Fiocruz Amazônia é co-organizador do Congresso.

    Ampliando a atuação

    Os desafios do novo profissional dizem respeito – principalmente – à nossa capacidade de trabalhar a interdisciplinaridade, capacitação constante e equilíbrio comportamental para atuar em um ambiente completamente diferente, cheio de descobertas! Bem-vindo ao século XXI.

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