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    astronomia


    Planetas gasosos: conheça Júpiter e Saturno

    Pela grande tamanho e força gravitacional, Júpiter é um escudo de força para Terra contra meteoros

    O quinto planeta a partir do Sol tem 74 satélites | Foto: Divulgação

    Manaus - Júpiter é o quinto planeta a partir do Sol, após Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Dista em média 778 milhões de quilômetros do Sol. Sua temperatura média é de -120° C e sua atmosfera é composta por 90% de hidrogênio, hélio, metano e amônia. Foi batizado com esse nome em honra ao deus dos deuses romano.

    É o maior planeta do sistema solar com um diâmetro de 142.984 Km. Realiza sua volta em torno do Sol (translação) em 12 anos terrestres. O movimento em torno do próprio eixo (rotação) é feito em nove horas e 54 minutos.

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    Enquanto a Terra tem a Lua como satélite natural, Júpiter tem 79 luas, tendo como as principais: Io, Europa, Ganimedes, Calisto, Leda, Elara, Amaltéia e Metis. Europa tem se mostrado promissora para se encontrar algum tipo de forma de vida devido à existência de um oceano de água salgada em estado líquido sob sua crosta gelada.

    A atmosfera do planeta é dividida em diversas faixas, em várias latitudes, resultando em turbulência e tempestades. A mais conhecida é a Grande Mancha Vermelha, descoberta no século XVII e cujos ventos chegam a 500 quilômetros por hora.

    Essa tempestade tem um diâmetro transversal duas vezes maior do que a Terra e está situada a 22° ao sul do equador.

    Júpiter foi observado a primeira vez por Galileu Galilei, em 1610, quando também foi possível a identificação de quatro de seus 79 satélites, Io, Europa, Ganimedes e Calisto. A primeira sonda a visitar Júpiter foi a Pioneer 10 em 1973.

    Também foram usados como instrumentos de observação as visitas das sondas Pioneer 11, Voyager 1, 2 e Ulisses. A sonda Galileu orbitou Júpiter durante oito anos, terminando o seu serviço em setembro de 2003. É ainda observado regularmente pelo Telescópio Espacial Hubble.

    A Grande Mancha Vermelha é conhecida por ter ventos tempestuosos de até 500 quilômetros por hora
    A Grande Mancha Vermelha é conhecida por ter ventos tempestuosos de até 500 quilômetros por hora | Foto: Divulgação

    Júpiter funciona como um grande escudo ou aspirador de pó do nosso sistema solar devido ao seu tamanho e força gravitacional. Provavelmente, tem livrado a Terra de impactos com grandes corpos celestes, o que poderia até extinguir a vida na Terra.

    Um exemplo disso foi a colisão do cometa Shoemaker-Levy 9 em 1994 que foi atraído pelo campo gravitacional de Júpiter e se fragmentou.

    Saturno

    Saturno é o sexto planeta do sistema solar a partir do Sol. Foi batizado com esse nome em homenagem ao pai do deus Júpiter.

    Dista em média cerca de 1 bilhão e 429.400 mil quilômetros do Sol e realiza seu movimento de translação em 29 anos e 167 dias terrestres e seu movimento de rotação em 10,233 horas.

    Sua superfície tem uma área de 4,27 x 10^10 de quilômetros quadrados. É o segundo maior planeta do sistema solar e seu volume é 755 vezes maior que o da Terra. Sua temperatura média é de -139° C.

    Possui 62 satélites, sendo os maiores Titã (único satélite no sistema solar que possui atmosfera), Tétis, Encelado, Hipérion, Japeto, Febe, Mimas, Reia e Dione. O campo gravitacional do planeta e seu baixo momento de inércia revelam que a maior parte de sua massa está concentrada próximo ao seu centro. 

    De fato, estima-se que o núcleo rochoso, com uma quantidade considerável de ferro, contenha uma massa de dez a vinte vezes a massa da Terra, sendo, portanto, maior que o núcleo de Júpiter.

    A temperatura em seu núcleo atinge cerca de 9 000 K. Ao seu redor, circundam hidrogênio com uma quantidade considerável de hélio. 

    Nota-se também que, ao redor do núcleo há uma concentração proporcionalmente maior de elementos químicos pesados (com massa atômica maior que do hélio), especialmente sob a forma de gelos como água, metano e amônia.

    Uma das principais características de Saturno são seus anéis. Tornam esse planeta o mais belo de todos no sistema solar, apesar de outros planetas também possuírem os seus. A origem desses anéis ainda é desconhecida.

    Para alguns, são restos de um satélite que se desintegrou pela proximidade com o planeta. Para outros, são restos de cometas que se aproximaram demais do planeta.

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