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    Editorial


    População refém: fuga de presídio virou rotina no AM

    Nos dois últimos anos, foram dez fugas e dois motins. E ao menos umas três tentativas frustradas com a descobertas de túneis.

    Ao todo 35 presos escaparam da unidade prisional. Todos de alta periculosidade
    Ao todo 35 presos escaparam da unidade prisional. Todos de alta periculosidade | Foto: Divulgação / Seap

    A população amazonense passou o fim de semana apavorada com a notícia de mais uma fuga de presos. Desta vez foi no Centro de Detenção Provisória de Manaus 2 (CDPM 2), de onde 35 detentos escaparam, no último sábado. Nos dois últimos anos, foram dez fugas e dois motins. E ao menos umas três tentativas frustradas com a descobertas de túneis.

    Infelizmente, esta é a realidade. O número de fugas constates é uma prova de que as autoridades estão muito longe de atacar as raízes do problema, que não é privilégio do Amazonas.

    Em curto espaço de tempo, nota-se que em todo o país, as fugas, ou tentativas de fuga, são constantes. O que deixa uma pergunta no ar? Como os detentos encontram tanta facilidade para fugir? Por meio das mais incríveis formas, buscam fugir do inferno penitenciário utilizando a criatividade, ousadia e contando com a “cegueira’ dos agentes penitenciários que nada veem ou fingem que não estão vendo, túneis sendo cavados, “teresa” esticada em muros e celulares entrando com facilidade nas celas.

    Dessa vez, os presos escaparam por um túnel. E aí vem outra pergunta que não quer calar: Para onde foi essa terra da escavação, desapareceu no ar? É estranho, muito estranho.

    Não basta apenas demitir a direção do presídio e determinar a abertura de processo administrativo para apurar as circunstâncias da fuga toda vez que isso acontece. Está na hora de as autoridades começarem a levar a sério a pressão da população e refletir sobre a pena de reclusão e a atual estruturação do 
    sistema penal.

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