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    Editorial


    A inteligência fala: é hora de desinflar o Estado

    Em momentos de dificuldade, todos se sacrificam, menos o Estado. Que é o único que não produz, e que mantém seus privilégios intactos

    Os trabalhadores, os comerciantes, a indústria, ninguém, mas ninguém mesmo, aguenta mais o tamanho do Estado. | Foto: Divulgação

    É impossível esquecer a crise instalada no Brasil em consequência da paralisação dos caminhoneiros, uma vez que falta combustível nos postos, há risco de paralisação do transporte aéreo, e em alguns Estados, já há escassez de produtos alimentícios nos supermercados.

    Porém, mesmo diante do caos, é necessário pensar com inteligência.

    Dizem os sábios que é em meio à adversidade que o ser humano consegue se superar e dar soluções criativas para os problemas. E é exatamente isso que precisa ser feito no Brasil.

    O governo atual é incapaz e sem habilidade, já que não consegue, sequer, identificar os líderes do movimento grevista. Tanto que anunciou o fim da paralisação que, na prática, não aconteceu. Mas é preciso lembrar que 2018 é ano de eleição. E no pleito, não podemos esquecer desse acontecimento.

    Existem ao menos 32 pré-candidatos à Presidência da República. No entanto, poucos - e não cabe aqui fazer palanque eleitoral - são favoráveis à diminuição da máquina estatal. E é exatamente esse o caminho inteligente para transformar a economia do país.

    Os trabalhadores, os comerciantes, a indústria, ninguém, mas ninguém mesmo, aguenta mais o tamanho do Estado. Em momentos de dificuldade, todos se sacrificam, menos o Estado. Que é o único que não produz, e que mantém seus privilégios intactos.

    Do custo total que compõe o preço final da gasolina, por exemplo, 45% são de impostos federais e estaduais (CIDE, PIS/Pasep, Cofins e ICMS). No entanto, para zerar o CIDE do diesel, especificamente, e assim diminuir o preço do combustível, a Câmara dos Deputados aprovou a reoneração da folha de 28 setores da economia.

    Isso, definitivamente, não é pensar com inteligência. É trocar seis por meia dúzia, que no final, quem sempre paga são os que produzem. A solução para o Brasil, pode até parecer estranho dizer isso, é simples. Menos Estado e mais produção. Afinal, o Estado não produz nada!