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    Editorial


    Editorial jornal Em Tempo: Fantoches dos rodoviários

    A categoria não pensa só no reajuste salarial, mas sim em alienar e angariar votos de motoristas e cobradores. No fim das contas são meros fantoches e marionetes nos dedos dos líderes do STTRM

    Transporte público em Manaus
    Transporte público em Manaus | Foto: Semcom

    Não bastasse a greve dos caminhoneiros que atinge parte do território nacional, os rodoviários de Manaus resolveram deixar, na última terça-feira (29), a população da capital amazonense na mão e na lama .

    De olho nas próximas eleições, os “representantes do alto clero” da categoria não pensam só no tal do reajuste salarial, mas sim em alienar e angariar votos de motoristas e cobradores que no fim das contas são meros fantoches e marionetes nos dedos dos líderes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM).

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    Com a 10ª paralisação na cidade, pasmem, isso somente em 2018, os manauaras sofreram mais uma vez nos pontos de ônibus de todas as zonas da cidade e durante todo o dia de ontem. Passageiros do sistema do transporte público viraram sardinhas enlatadas nos poucos coletivos que estavam nas ruas e completamente lotados.

    Na contramão dessa problemática, os patrões do STTRM ficaram olhando de suas salas geladas, no conforto de suas poltronas-presidente, a sociedade padecer no sol e na chuva. Para completar essa situação caótica, os grevistas do sindicato, desfilando em seus automóveis, riram da agonia de uma cidade sofrida .

    Nem mesmo a multa estipulada em mais de R$ 200 mil por hora e o bloqueio das contas dos representantes dessa classe pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 11ª Região fez com que os diretores do sindicato recuassem ou ficassem temerosos.

    O que falta nessa situação toda não é mexer no bolso desse sindicato, falta um juiz com peito que prenda por desacato e por outros crimes toda a cúpula do STTRM, talvez assim aprendam a respeitar a decisão de uma autoridade judiciária e respeitar a população amazonense que é quem sofre diariamente com problemas dos quais não tem culpa alguma.

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