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    Editorial


    Enquanto a bola rola, decisões políticas podem afetar brasileiros

    Em clima de Copa do Mundo na Rússia, o brasileiro não pode esquecer que a política, a situação da educação, saúde e outros assuntos importantes do país estão andando de mal a pior.

    Em clima de Copa do Mundo na Rússia, o brasileiro não pode esquecer que a política, a situação da educação, saúde e outros assuntos importantes do país
    Em clima de Copa do Mundo na Rússia, o brasileiro não pode esquecer que a política, a situação da educação, saúde e outros assuntos importantes do país | Foto: Ione Moreno

    Em clima de Copa do Mundo na Rússia, o brasileiro não pode esquecer que a política, a situação da educação, saúde e outros assuntos importantes do país estão andando de mal a pior. Na última semana, a proibição da condução coercitiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF) abriu brechas para mais ilicitudes no Brasil.

    Nesta semana, mais duas pautas podem passar despercebidas pelos cidadãos e depois causar problemas graves para a economia canarinho. Enquanto a bola rola nos campos da antiga União Soviética, a Câmara Federal vai tentar aprovar o perigoso Projeto de Lei (PL) que permite à Petrobras vender parte de seus direitos de exploração de petróleo do pré-sal na área cedida onerosamente pela União. No Senado, em outro PL, pode ocorrer a permissão da venda de etanol diretamente do produtor aos postos de combustíveis.

    Aqui no Amazonas, o veto do governador Amazonino Mendes (PDT) ao projeto 77/2018, que reajusta 24,20% a remuneração dos policiais e bombeiros militares do Estado ainda vai dar o que falar na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ao longo da semana.

    A situação pode tomar proporções catastróficas nas ruas da capital e do interior do Estado, caso os servidores públicos resolvam cruzar os braços e realizar uma greve. O gestor do Estado, com décadas de experiência nas costas, não pode brincar com a segurança e ficar jogando a situação para outros setores públicos.

    Independentemente de todos esses problemas, os olhos do manauense, brasileiro e imigrante estarão voltado para Neymar, Gabriel Jesus, Tite e cia. Podemos até ganhar no campo, mas na politica ainda vai ter muito choro. Diferente dos jogos nos quais o torcedor grita e solta foguetes, no “mundo real” o brasileiro sofre em silêncio ou durante uma conversa com amigos em um bar, ambiente de trabalho ou dentro de casa com a esposa.

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