Fonte: OpenWeather

    Editorial


    Supremo Tribunal Superior ou suprema fraude?

    Infelizmente, a Suprema Corte atua atualmente de forma partidária e não se envergonha de ir de encontro com o que determina a Lei e os anseios de sociedade

    Brasília - Plenário do STF durante julgamento da ação que pretende impedir parlamentares que são réus em ações penais ocupem a presidência da Câmara dos Deputados ou do Senado (Nelson Jr./SCO/STF) | Foto: Agência Brasil

    O dicionário explica a palavra supremo como: “aquele que é superior a tudo”. Bem por essa definição é que a mais alta corte do judiciário nacional tem o nome de Supremo Tribunal Federal (STF).

    A função desse órgão, que é ocupado por homens e mulheres com notório saber jurídico, é servir como guardião da Constituição Federal de 1988, apreciando casos que envolvam lesão ou ameaça a essa última.

    Apegando-se meramente à função constitucional do STF, seria natural e até inteligente que todos os brasileiros tivessem pelo Supremo um respeito do tamanho das dimensões territoriais de nossa nação e sentissem uma tranquilidade messiânica nas decisões da alta corte.

    Porém, o que se vê nos dias de hoje é justamente o inverso. Se há algo que tenha menos credibilidade no Brasil do que o presidente Michel Temer é o Supremo Tribunal Federal, sobretudo sua segunda turma.

    Os ministros que compõem esse colegiado têm levado ao pé da letra a ideia de supremacia, tanto que, “embebedados” pela vaidade de seus poderes, vêm constantemente atropelando não só aquilo que deveriam resguardar – a Constituição –, quanto a moral já tão abalada do brasileiro.

    Exemplo disso é que os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski fizeram um pacotão nessa semana e, com “votos casados”, soltaram Milton Lira, lobista do MDB, João Cláudio Genu, operador do PP, e nada mais nada menos do que José Dirceu, ex-ministro nos governos Lula e Dilma, todos presos pela Operação Lava Jato.

    Vale lembrar que o mesmo Gilmar Mendes soltou em um mês mais de 25 pessoas presas na Operação comandada pelo juiz Sérgio Moro.

    Infelizmente, a Suprema Corte atua atualmente de forma partidária e não se envergonha de ir de encontro com o que determina a Lei e os anseios de sociedade. O Supremo pode ser perfeitamente rebatizado de Suprema Fraude. 

    Leia mais:

    Visita humanitária do vice de Trump ao Brasil revela contradições

    Consultoria americana: qual a proposta para o tráfico nas fronteiras?

    O país do futebol e a alienação política