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    Editorial


    Barbárie em praça pública revela a falta de segurança no Amazonas

    O efetivo mínimo de policiais militares e civis, estrutura defasada, armamentos, coletes, carros sucateados também nos remetem a pensar que os servidores públicos poderiam ter sido assassinados

    O caso que ocorreu em Borba revela o lado sombrio de uma sociedade sem educação, com sede de vingança e que não espera mais o julgamento das autoridades competentes.
    O caso que ocorreu em Borba revela o lado sombrio de uma sociedade sem educação, com sede de vingança e que não espera mais o julgamento das autoridades competentes. | Foto: Reprodução

    A selvageria generalizada que ocorreu em Borba (a 151 quilômetros de Manaus) no último fim de semana mostra a fragilidade do governo e, consequentemente, do seu órgão máximo de polícia, que a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

    A morte a pauladas, pedradas e carbonização do suspeito de 18 anos, que confessou o estupro e assassinato de uma adolescente de 14 anos, revela o lado sombrio de uma sociedade sem educação, com sede de vingança e que não espera mais o julgamento das autoridades competentes.

    O efetivo mínimo de policiais militares e civis, estrutura defasada, armamentos, coletes, carros sucateados também nos remetem a pensar que os servidores públicos poderiam ter sido assassinados por moradores que estavam com sangue nos olhos e queriam a qualquer custo que a “Justiça” fosse feita, mesmo ceifando a vida de outrem.

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    O homem morto pela população é mais um que entra para a estatística do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) do Amazonas.

    Será que a família dele vai ganhar uma indenização do Estado, por conta da ineficácia do poder público? Essa resposta, somente, o tempo revelará... Ou não. Mesmo assim, mais uma vida não voltará, e quem responderá por esse ato de barbárie? Talvez alguém ou ninguém.

    A questão não é seguir a risca a frase: “Bandido bom é bandido morto”, mas que todos respondam por seus atos, conforme a Constituição Federal do Brasil, senão é melhor voltar à idade medieval, e cada um lutar por seus direitos com armas e escudos.

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