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    Editorial


    Na arte de beneficiar amigos do 'dominó', Negão dispensa licitações

    Um dos casos mais emblemáticos dessas dispensas foi a contratação do norte-americano Rudolph Giulliani, que é ex-prefeito de Nova Iorque, por mais de R$ 5 milhões

    Governador do Amazonas - Amazonino Mendes
    Governador do Amazonas - Amazonino Mendes | Foto: Ricardo Oliveira

    Falando para Deus e o mundo em redes sociais que é o novo candidato ao governo do Estado, Amazonino Mendes (PDT) continua dispensando licitações no Amazonas e jogando dinheiro ao vento.

    Na velha arte de governar e beneficiar amigos de dominó, o “Negão”, em nove meses de gestão, já celebrou mais de 300 contratos sem certame licitatório, que, somados, já chegam a meio bilhão de reais. Enquanto isso, a educação, segurança, assistência social, saúde e outras áreas sofrem com o caos de uma má gestão nunca vista antes em uma área de 1.559.159,148 quilômetros quadrados, que abrange a nossa região.

    Ou seja, o gestor do Estado esqueceu do interior (como em outras gestões) e acha que, entregando produtos agrícolas, viaturas, entre outros benefícios para um povo sofrido, vai conseguir ganhar mais uma eleição no Amazonas.

    Mesmo com uma experiência invejável, o governador do Amazonas desafia a Justiça, a lei e vários outros órgão de fiscalização do Estado. Conforme o artigo 24 da Lei 8.666/1993, a contratação por meio da dispensa de licitação deve limitar-se a aquisição de bens e serviços indispensáveis ao atendimento da situação de emergência e não qualquer bem ou qualquer prazo, coisa que o senhor Amazonino Mendes está fazendo, isso sem pudor, e jogando o dinheiro público no ralo.

    Um dos casos mais emblemáticos dessas dispensas foi a contratação do norte-americano Rudolph Giulliani, que é ex-prefeito de Nova Iorque, por mais de R$ 5 milhões. O estadunidense veio à capital amazonense, falou, falou... e comentou que a polícia deveria cuidar das fronteiras do Estado. Tem novidade nisso? Isso as polícias Civil, Militar, Federal e o Exército Brasileiro fazem há mil anos e nunca conseguiram resolver.

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