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    Editorial


    Intermináveis noites de crimes em Manaus revelam inércia e omissão

    O bordão “CPF cancelado” agora toma conta dos comentários nas redes sociais, ao passo que rios de sangue tomam conta das ruas da nossa metrópole

    No filme norte-americano “Uma noite de crime”, quando o governo dos Estados Unidos constata que suas prisões estão cheias demais para receberem novos detentos, uma nova lei é criada, permitindo todas as atividades ilegais durante 12 horas.

    Esse período, chamado de Noite do Crime, é marcado por milhares de assassinatos, linchamentos e outros atos de violência por todo o país. O intuito, segundo o governo, é permitir que todos os cidadãos libertem seus impulsos violentos, garantindo a paz nos outros dias do ano. 

    Como em muitos episódios a vida imita a arte, aí que entra o porquê de o filme ter sido citado.
    O Amazonas vive exatamente a história contada no filme, como um remake, contudo totalmente real. 

    Qual a semelhança? No filme e em nosso Estado, a onda de homicídios fora permitida pelos governantes. 

    Qual a diferença? No filme, foi tudo feito de forma proposital, devido à falta de vagas nas prisões, e apenas por um dia.

    No Amazonas, porém, a autorização parte da inércia de um governo que está entregando o Estado às traças, deixando se implantar, aos poucos, um completo estado de anarquia, algo que deixa a população temerosa por sair de casa, pois a guerra entre facções, que toma conta das nossas ruas, está atingindo a todos, sejam envolvidos ou não com crimes, e o bordão “CPF cancelado” agora toma conta dos comentários nas redes sociais, ao passo que rios de sangue tomam conta das ruas da nossa metrópole.

    E o que nosso ilustríssimo governador tem feito? Absolutamente nada, ou melhor, ele pagou R$ 5.648.987,50 por uma consultoria em segurança, prometendo resolver definitivamente os episódios críticos de crimes na capital.

    O resultado? O número de homicídios, somente nos 7 primeiros meses do ano, já passa de 500, em intermináveis manhãs, noites, tardes e madrugadas de crimes.

    Será que algo mais precisa ser dito?


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