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    Editorial


    Procura-se um vice para as eleições em 2018

    Algo inédito tem chamado a atenção nestas eleições: a indefinição acerca dos candidatos a vice. Tanto em nível nacional, quanto aqui no Amazonas o fenômeno se aplica.

    Escolha de um vice foi tão cautelosa como nestas eleições.
    Escolha de um vice foi tão cautelosa como nestas eleições. | Foto: Reprodução

    A três dias para o fim do prazo das convenções partidárias e a 10 da homologação das candidaturas e coligações, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), algo inédito tem chamado a atenção nestas eleições: a indefinição acerca dos candidatos a vice. Tanto em nível nacional, quanto aqui no Amazonas o fenômeno se aplica.

    Dos seis pré-candidatos a governador do Amazonas, apenas Amazonino Mendes (PDT) já confirmou seu vice. No caso, sua vice, a ex-deputada federal Rebecca Garcia (PP). David Almeida (PSB), Omar Aziz (PSD), Wilson Lima (PSC), Nindberg Barbosa (Psol) e Marcelo Amil (PMN) seguem em articulações, mas definir o vice que é bom, nada.

    Na disputa pela Presidência, há o mesmo impasse, apenas Guilherme Boulos (Psol) definiu seu vice, a indígena Sônia Guajajara. Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos) e Manuela D’Ávila (PC do B) também ainda não definiram seus parceiros de empreitada rumo ao Palácio do Planalto.

    No caso regional, a questão gira em torno dos acertos partidários, tempo de televisão e fundo partidário. Em nível Brasil, há as mesmas questões, mas, também, pelo fato de que o último vice exitoso em uma eleição para presidente deu uma “pernada” na dona do posto e assumiu o comando do país.

    É claro, trata-se de Michel Temer (MDB) e a impeachmada Dilma Rousseff (PT).

    Depois de Temer, nunca a escolha de um vice foi tão cautelosa como nestas eleições.

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