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    Moradores acusam obras de revitalização do Porto do Rio de provocar rachaduras

    Os moradores da Gamboa, na zona portuária do Rio, relatam problemas na estrutura de suas casas, como rachaduras e vidraças quebradas, desde o início das explosões subterrâneas das obras do Porto Maravilha, iniciadas em junho deste ano.

    Os moradores da Rua Conselheiro Zacarias e do entorno também têm reclamado que a Concessionária Porto Novo, responsável pela obra, não tem avisado adequadamente sobre os horários das detonações.

    O gerente de relações humanas Alberto Rodrigues, 38 anos, afirma que  as explosões ocorrem em qualquer hora do dia ou da noite.

    "No sábado passado, por exemplo, começaram por volta das 6h da manhã. Há explosões até quase às 10h da noite. Alguns dias, ocorrem de três a quatro explosões", relatou.

    Já a psicóloga Inara Ferreira, de 32 anos, disse que mora na região há quase dois anos e que rachaduras podem ter surgido após a construção do túnel da Via Binário do Porto, mas está aguardando um laudo técnico por parte dos responsáveis.

    A Concessionária Porto Novo, por meio de nota, informa que mantém equipamentos que medem diariamente as vibrações na área de influência das obras dos túneis. Além disso, também faz vistorias cautelares nos imóveis do entorno e avisa os moradores antes do início das intervenções.

    Sobre o caso das vidraças, os equipamentos não registraram nenhuma vibração fora do padrão. Segundo a explicação da empresa, os vidros foram impactados pela propagação das ondas sonoras, que não causaram danos estruturais ao imóvel e serão reparados.

    Por Agência Brasil