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    Jovens mortos em chacina na Baixada Fluminense são enterrados

    Os corpos dos cinco jovens mortos na chacina no Parque Paulista, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, foram enterrados no início da tarde desta quarta-feira (15), no Cemitério Nossa Senhora de Fátima.

    Conforme relato de moradores, que não quiseram se identificar com medo de represálias de criminosos da região, ainda não há qualquer informação sobre os assassinatos, ocorridos na última segunda-feira (13).  A Polícia Civil informou que a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) está investigando o caso e, por enquanto, nenhuma linha de investigações foi descartada. Os jovens tinham entre 12 e 18 anos.

    Os corpos foram velados na igreja Pentecostal Restaurando Vidas, próximo ao local onde morreram. Durante o enterro, parentes das vítimas diziam que todos eram inocentes e negavam envolvimento deles com o tráfico de drogas. O único sobrevivente é um menino de 12 anos.

    De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, ele segue internado no Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, com quadro estável. A criança está lúcida, mas não tem previsão de alta.

    A mãe de uma das vítimas, de 15 anos, viu o filho ser assassinato na esquina de casa. Adriana Nascimento Gomes contou que os jovens voltavam do futebol e sentaram na esquina para conversar e brincar.

    Segundo ela, muitas crianças brincam no local, mas, no dia da chacina, só estavam os seis. Adriana disse que viu um carro parando próximo aos meninos e chamou a mãe de um deles para ver o que estava ocorrendo. Quando chegaram perto, os criminosos encapuzados ordenaram que voltassem e atiraram nos jovens.

    Adriana Gomes acredita que eles foram confundidos. Abalada, ela informou não ter mais o que fazer e que vai tentar viver ao lado dos outros dois filhos. "Não faço ideia de quem foi. Não tenho como saber. Vi apenas que alguém, com o rosto coberto, conversava com eles e, depois, atirou.

    Eles tinham de ter misericórdia das crianças. Não posso fazer nada. Tenho de aceitar e ficar quieta. Perdi meu filho e pronto. Minha filha está abadala porque perdeu o irmão. Eu trabalhava e ele cuidava dela. Em tudo estavam os dois. E se ela também estivesse lá também?", assinalou.

    Moradores disseram que há muito tempo o bairro sofre com a violência. "Eles [os criminosos] estão acostumados a matar aqui no bairro. Como não acontece nada, chegamos a esse ponto. Em janeiro, foram mortas três pessoas e nada. Agora, mataram cinco e nada vai acontecer também. Saímos para trabalhar e somos assaltados. Aqui não tem policiamento", ressaltou uma moradora.

    Policiais informaram que as investigações para apurar as mortes estão em andamento. Segundo eles, parentes das vítimas e testemunhas já foram ouvidas em delegacia especializada. Agentes realizam diligências em busca de outras testemunhas e imagens de câmeras de segurança que possam ter registrado o fato.

    Por Agência Brasil