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    SUS responde por quase dois terços das internações hospitalares no Brasil

    Os dados da Pesquisa Nacional de Saúde mostram que as internacções no sistema único são mais frequentes no Norte (73,9%) e no Nordeste (76,5%) - foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
    Os dados da Pesquisa Nacional de Saúde mostram que as internacções no sistema único são mais frequentes no Norte (73,9%) e no Nordeste (76,5%) - foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

    Das 12,1 milhões de pessoas que foram internadas em um período de doze meses, 8 milhões foram por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde e foram divulgados hoje (2) pelo IBGE.

    A coleta de dados foi feita em 2013, por meio de questionário que perguntava se o entrevistado havia sido internado nos doze meses anteriores. Seis por cento da população brasileira afirmou que sim, e 65,7% destes foram hospitalizados via SUS.

    Ao fazer uma análise regional, os dados revelam que as internações no sistema único têm um peso ainda maior nas regiões Norte (73,9%) e Nordeste (76,5%), chegando a corresponder a três em cada quatro internações. O menor percentual foi registrado no Sudeste (58,8%).

    A faixa etária que mais recorreu a internações no SUS é até 17 anos (75,2%) e o menor percentual (58,8%) corresponde à população entre 30 e 39 anos. De acordo com a pesquisa, as internações no SUS também somam um percentual maior entre pretos (75,8%) e pardos (75,4%), conforme terminologia do IBGE. Entre os entrevistados que se classificam brancos o número é 20 pontos percentuais menor (55,4%).

    A população com nível superior completo foi a que menos recorreu a internações pelo serviço público. O percentual de 19,7% é quatro vezes menor que o registrado entre pessoas sem instrução ou com nível fundamental incompleto, que chegou a 80,6%.

    O principal procedimento realizado entre as pessoas que ficaram internadas no SUS foi o tratamento clínico (42,4%) seguido por cirurgias (24,2%) e partos (13,1%). Na saúde privada, o perfil é diferente, com as cirurgias correspondendo a 41,7% das internações. Os tratamentos clínicos respondem por 29,8%, e os partos, 11,8%.

    As internações para partos normal ou cesárea também têm perfis diferentes na saúde pública e na privada. No SUS, 7,2% das internações são para parto normal, e 5,9% para cesarianas. Já na rede privada, as internações para cesarianas (9,7%) são mais frequentes que para o parto normal (2,1%).

    Entre as pessoas com mais de 60 anos, 10,2% havia sido internada por pelo menos 24 horas nos doze meses anteriores. Já entre a população com 40 a 59 anos, 6% ficaram pelo menos 24 horas internadas. Entre as mulheres, o percentual de que passou por internação é 7,1%, enquanto 5% são homens.

    Por Agência Brasil

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