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    Brasil indicará nomes para missão da Unasul na Venezuela, diz chanceler

    O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta sexta-feira (6) que o Brasil enviará representantes do país na missão de observadores para a eleição parlamentar na Venezuela, marcada para 6 de dezembro.

    Segundo ele, o governo federal está analisando nomes que integrem a comissão que será enviada pela Unasul (União das Nações Sul-Americanas).

    A decisão do Palácio do Itamaraty ocorre após mal-estar diplomático entre o governo venezuelano e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em outubro, a Justiça Eleitoral decidiu não se juntar aos demais órgãos eleitorais da Unasul por causa do veto da Venezuela ao nome do ex-ministro Nelson Jobim para chefiar a missão diplomática e pela falta de garantias para uma "observação objetiva e imparcial".

    A Venezuela e a Unasul negam o veto, mas fontes diplomáticas afirmam que houve uma resistência nos bastidores à indicação do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Com o episódio, Nelson Jobim desistiu de participar da missão, que tem como objetivo reforçar garantias de lisura em meio a temores de que o impopular governo venezuelano poderia recorrer a fraudes para perpetuar-se no Poder Legislativo.

    "Nós estamos trabalhando para escolher pessoas, escolher membros da delegação. A Unasul aprovou um convênio que vai ser assinado entre ela e a Venezuela. E aí iniciará o momento da constituição dos membros da delegação", disse o ministro ao ser questionado pela reportagem.

    O chanceler brasileiro negou que tenha havido veto ao nome de Nelson Jobim, mas considerou que ele não deverá participar da missão diplomática, uma vez que já declarou à imprensa que não pretende ir.

    "Eu acho que não (deve participar), ele já declarou à imprensa que não quer ir. Mas não houve veto, não houve nada. Circulou uma notícia equivocada de que houve um veto, mas não houve", disse.

    Nesta quinta-feira (5), a Unasul confirmou o envio de uma missão de observadores para a eleição parlamentar na Venezuela. O comunicado, porém, não fez menção ao alcance dos observadores nem ao comando da comitiva, temas que haviam alimentado o imbróglio.

    Israel

    O chanceler participou nesta sexta-feira (6) de banquete em homenagem à vinda da família real japonesa ao Brasil. Após o término do encontro, o ministro disse ainda que o governo brasileiro irá analisar, quando for solicitado por Israel, a indicação de Dani Dayan para a embaixada do país do Oriente Médio no Brasil.

    O Palácio do Planalto já sinalizou a autoridades israelenses que não ficou satisfeito com a escolha do nome. O argentino naturalizado israelense é uma das principais lideranças de colonos israelenses na Cisjordânia e tem posição contrária à criação de um Estado da Palestina.

    Segundo a reportagem apurou, o anúncio do novo embaixador não foi seguido do pedido formal de agrément ao Brasil. No jargão diplomático, o documento significa o aval do país que irá receber o chefe do posto.

    "Quando for solicitado, nós vamos considerar (a indicação). Mas estamos esperado", disse.

    Por Folhapress

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