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    Após quebrar acordo de delação, lobista Fernando Moura volta a ser preso

    Moura foi condenado a 16 anos e dois meses de prisão pelos mesmos crimes - foto: divulgação
    Moura foi condenado a 16 anos e dois meses de prisão pelos mesmos crimes - foto: divulgação

    A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (18) novamente o lobista Fernando Moura, amigo do ex-ministro José Dirceu e um dos delatores da operação Lava Jato.

    A prisão foi restabelecida após sentença desta quarta do juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Lava Jato em Curitiba, que condenou o ex-ministro Dirceu a 23 anos e três meses de prisão por organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    Moura foi condenado a 16 anos e dois meses de prisão pelos mesmos crimes. Também foram condenados na mesma sentença Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

    Moura cumpria prisão domiciliar em Vinhedo (SP) desde novembro, no mesmo condomínio do ex-ministro. A transferência dele para Curitiba (PR) está prevista para sexta (20).

    A Justiça acatou pedido do Ministério Público Federal feito em fevereiro que apontava que Moura havia quebrado o acordo de colaboração estabelecido há dois anos.

    Com isso, os benefícios estabelecidos anteriormente com a delação não serão concedidos, como a prisão domiciliar. O conteúdo do depoimento, porém, continua a ser considerado nas investigações.

    Em janeiro, a Folha de S.Paulo revelou que ao depor ao juiz Moro, o lobista negou que Dirceu tivesse sido responsável pela indicação de Renato Duque para o cargo de diretor de Serviços da Petrobras e também negou ter dito que o ex-ministro o orientou a deixar o Brasil durante o processo de julgamento do mensalão.

    As duas afirmações constavam da delação firmada com o Ministério Público. Porém, diante da ameaça de ter sua colaboração anulada pelo recuo, Moura deu uma nova versão, e voltou a incriminar Dirceu. Ele disse que o ex-petista recebia propina de construtoras proveniente de desvios de recursos de contratos com a Petrobras.

    Por Folhapress

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