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    Justiça de SP permite que Suzane von Richthofen volte a regime semiaberto

    A Justiça de São Paulo considerou que a declaração de endereço incorreto dada por Suzane Von Richthofen não é suficiente para suspender o direito de cumprir pena no regime semiaberto e voltou a conceder o benefício à presa.

    Em maio, Suzane teve o direito suspenso pela Justiça após ter informado um endereço errado do local onde ficaria durante a saída temporária de Dia das Mães. Ela estava no regime semiaberto desde outubro, após o cumprimento de 13 anos da pena em regime fechado.

    Suzane foi a Angatuba no Dia das Mães para encontrar o novo namorado, segundo o site da revista Veja São Paulo. Ela o conheceu durante evangelização em prisão.

    Ela teve o direito suspenso após a administração do presídio entender que incorreu em falta média ao não dar o endereço correto de onde se hospedaria, e recomendou a suspensão do benefício, além de isolamento por dez dias. O parecer, porém, diz que ela não agiu de má fé.

    Em decisão desta quarta (6), a juíza Sueli Zeraik afirma que, se a intenção de Suzane fosse "burlar a vigilância ou descumprir condições estabelecidas para sua saída", não teria permanecido em um sítio aonde já havia ido em saída anterior e onde foi "prontamente localizada através dos telefones fornecidos à Direção da Unidade Prisional, tendo ali aguardado a chegada da polícia, conforme determinação que recebera via telefone."

    O promotor Luiz Marcelo Negrini entrou com recurso na quinta-feira (7) para que Suzane não cumpra pena no semiaberto.

    Condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, Suzane está na Penitenciária Feminina de Tremembé (a 147 km de São Paulo), no interior de São Paulo.

    O crime

    Suzane, seu ex-namorado Daniel Cravinhos e o irmão dele, Christian, foram condenados pelos assassinatos de Manfred e Marísia von Richthofen, ocorridos em 2002. Os irmãos Cravinhos estão no regime semiaberto desde 2013.

    Há um ano, a Justiça de São Paulo determinou que a herança da família Von Richthofen seja entregue apenas ao irmão de Suzane, Andreas Albert von Richthofen. Na sentença, o juiz determinou que ela deveria ser excluída da partilha dos bens por considerá-la "indigna". A herança é calculada em mais de R$ 3 milhões.

    Em 2014, Suzane se casou com Sandra Regina Gomes, condenada a 27 anos pelo sequestro e morte de um adolescente em Mogi das Cruzes (SP). Mas Sandrão, como é conhecida, conseguiu a progressão para o semiaberto em fevereiro de 2015 e se mudou para outra unidade prisional, em São José dos Campos.

    Por Folhapress

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