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    Casos de malária caem em Manaus no último ano

    A zona rural concentrou a metade do total de casos positivos da doença registrados em 2016 - foto: divulgação

    A malária teve uma pequena redução na capital do Amazonas, principalmente em áreas de risco. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) divulgou, nesta segunda-feira (9), o ‘Boletim Epidemiológico Anual de Malária’, referente a 2016. Segundo o documento, foram notificados em Manaus 8.455 casos da doença. Em 2015, foram confirmados 8.501 casos de malária.
    O documento aponta que das 1.017 localidades ativas (áreas urbanas, assentamentos e áreas rurais) de Manaus, 450 apresentaram casos de malária. Destas, 68 concentraram até 80% dos casos e 24 foram responsáveis por 50% dos casos positivos da doença entre janeiro e dezembro do ano passado.

    A zona rural concentrou a metade do total de casos positivos da doença registrados em 2016, seguida das Zzonas Leste e Oeste, com 44% e 5% das notificações, respectivamente.

    O boletim destaca a significativa receptividade entomológica e vulnerabilidade da cidade de Manaus para o processo de transmissão de malária tanto na área urbana quanto na rural, devido à grande movimentação de pessoas em áreas de risco. Estas áreas são representadas, principalmente, pelas regiões do rio Tarumã, Grande Tarumãzinho, Ramal do Brasileirinho, Ramal do Ipiranga e Ipiriranguinha.

    Controle

    Para controlar a malária, a Semsa atua em duas frentes: atenção ao paciente e controle vetorial. Na primeira, realiza busca ativa e inquérito hemoscópico com direcionamento para as áreas de transmissão, além de diagnóstico e tratamento em diversos pontos de referência.

    Na segunda, realiza ações entomológicas com pesquisa larvária e identificação de espécimes do vetor transmissor, borrifação intradomiciliar e nebulização espacial em áreas com notificação de casos e transmissão ativa, além de reposição de mosquiteiros impregnados e atividades de educação em saúde voltadas à orientação e conscientização da população.

    O plano de intensificação focou áreas prioritárias, por meio do planejamento, monitoramento e avaliação, nas Zonas Leste, Oeste e rural do município, a fim de reduzir a incidência de casos de malária na capital amazonense.

    Doença

    A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Apresenta cura se for tratada em tempo oportuno e adequadamente.

    A maioria dos casos de malária se concentra na região Amazônica (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), área endêmica para a doença. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa uma letalidade mais elevada que na região endêmica.

    Com informações da assessoria

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