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    Rede de pizzaria anuncia boicote à JBS em nome de 'transparência e ética'

                          Joesley é proprietário da maior processadora de proteína animal do mundo - Divulgação

    A rede de pizzarias Domino's, uma das maiores cadeias do tipo do mundo, anunciou que não utilizará mais produtos da JBS.

    "Prezamos muito pela transparência e ética com todos apaixonados por Domino's, e compartilhamos do mesmo sentimento de revolta quando estes valores não são levados em consideração", escreve a empresa em comunicado publicado nas redes sociais. "Por isso, queremos esclarecer que não utilizamos mais nenhum produto da marca JBS", completam.

    Procurada, a empresa disse por meio de sua assessoria de imprensa que a decisão vale para todas as lojas da marca no Brasil.

    A JBS, maior processadora de proteína animal do mundo, está no centro da crise política que atinge o governo Michel Temer, acusado de corrupção pelo empresário Joesley Batista. Em delação premiada divulgada em maio, o dono da JBS admite ter pago propina a políticos em troca de vantagens, como favorecimento na concessão de créditos pelo BNDES.

    Procurado, o grupo J&F, controlador da JBS, afirmou em nota que "entende que o mecanismo de colaboração com a Justiça está permitindo que o Brasil mude para melhor".

    A companhia também diz que "a J&F, sua empresas e marcas mantêm a regularidade de suas operações e o foco na oferta de produtos e serviços da mais alta qualidade, prezando a parceria com seus clientes e fornecedores, e apoiando os seus mais de 235 mil colaboradores em todo o mundo".

    A Domino's não é a primeira empresa a boicotar os Batista após as revelações. A churrascaria Devons, uma das mais tradicionais de Curitiba, também anunciou que não trabalha mais com produtos da JBS "em respeito ao Brasil, a sociedade e aos trabalhadores desse país".

    Diversas campanhas de consumidores em redes sociais também pedem o boicote a todas as marcas da J&F, como Doriana, Neutrox e Minuano.

    As ações têm preocupado grandes varejistas, que já sondam concorrentes para saber se eles têm capacidade de aumentar seu fornecimento para substituir os produtos da J&F.

    Folhapress