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    No ar há 30 anos, 'A Praça É Nossa' vai virar filme

    Nas três décadas, centenas de personagens humorísticos passaram pela praça mais famosa do Brasil | Divulgação

    São 30 anos no ar. Na mesma praça, no mesmo banco e no mesmo canal, o SBT. Foi em 7 de maio de 1987 que Carlos Alberto de Nóbrega estreou “A Praça É Nossa”, programa criado pelo seu pai, Manoel de Nóbrega (1913-1976), em 1956.

    O segredo do sucesso? “A gente procura fazer bem eito, com muita disciplina e buscando melhorar sempre”, afirma Nóbrega, que, aos 81 anos, nem pensa em aposentadoria.

    Para Marcelo de Nóbrega, filho do apresentador e também diretor da atração, o segredo é “fazer aquilo que o povo quer”.

    “O meu avô descobriu uma fórmula que não tem fim, transformar uma praça em um circo”, diz.

    Por essa praça, passaram personagens icônicos como a Velha Surda, do humorista Roni Rios (1936-2001), e a Vera Verão, de Jorge Lafond (1952-2003). Hoje, os destaques são Matheus Ceará (Matheus Martone), Nina (Marlei Cevada) e Paulinho Gogó (Maurício Manfrini).

    Carlos Alberto é o anfitrião da praça mais engraçada do país | Divulgação

    Exibido às quintas-feiras, às 23h20, o humorístico costuma registrar 9 pontos de audiência, com picos de 12, ficando em segundo lugar no ranking geral. “Muitos me cobram por uma renovação, mas não posso querer mudar o que está dando certo”, justifica Marcelo.

    Ele antecipa que toda a história da atração, desde quando foi idealizada pelo seu avô, em Buenos Aires, na Argentina, até os dias atuais, deverá ser contada em um filme. “O lançamento está programado para o ano que vem”, conta. O título provisório, segundo ele, é “Um Banco, Uma História”.

    Para Marcelo, o humorístico é uma tradição da família Nóbrega. Em abril, Dalila Nóbrega, filha dele e bisneta de Manoel, começou a atuar no programa como a personagem Lila.

    Já Carlos Alberto afirma que o momento mais marcante desses 30 anos foi a estreia, quando, pela primeira e única vez, Silvio Santos apareceu na atração. “Foi um divisor de águas na minha carreira”, conclui.

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