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    Com sinais de tortura


    Casal é brutalmente assassinado no quintal de floricultura em Manaus

    As vítimas foram torturadas e estranguladas dentro do terreno do estabelecimento no Parque das Laranjeiras

    Os corpos foram removidos pelos funcionários do Instituto Médico Legal (IML) | Foto: Divulgação

    Manaus - Um dia após o Dia dos Namorados e com requintes de crueldade, um casal de empresários foi morto nesta quarta-feira (13), por volta das 10h, dentro do terreno de uma floricultura, localizada no bairro Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul de Manaus. Os suspeitos fugiram do local depois de estrangularem as vítimas até a morte. Os criminosos ainda destruíram as câmeras de segurança do local.

    De acordo com a polícia, o corpo da mulher estava amarrado em uma árvore. As cordas estavam em volta das mãos, tornozelos e pescoço da vítima. O corpo do marido, por outro lado, foi colocado de bruços no quintal, a 15 metros de distância do local onde a esposa dele foi morta. Os corpos não possuíam sinais de perfurações, o que indica que eles foram mortos por estrangulamento após tortura.

    As vítimas foram identificadas como Maria Soliange Alves Vieira, de 39 anos, e Kazuyasu Takano, de 68 anos. Os dois eram proprietários da floricultura há mais de 12 anos. De acordo com a família, Soliange não teria ido buscar o filho, de apenas 10 anos, na escola e, por isso, as professoras entraram em contato com uma irmã dela.

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    Casal estava junto há 15 anos e foi brutalmente assassinado
    Casal estava junto há 15 anos e foi brutalmente assassinado | Foto: Divulgação

    "Quando eles falaram comigo, liguei tanto para a Soliange, como para o Takano, mas não consegui falar com eles. Foi aí que eu vim na floricultura e já encontrei duas professoras aqui na porta com o meu sobrinho. Foi nesse momento que eu soube que eles tinham sido mortos", conta a irmã da empresária, Solange Alves, de 37 anos.

    O delegado Jone Cley, plantonista do 12° Distrito Integrado de Polícia (DIP), afirmou que o crime teria acontecido por volta de 10h30 da manhã. "Nós contamos 12 câmeras de segurança aqui, e vimos que algumas foram destruídas. A suspeita é de que foi um grupo, porque uma pessoa sozinha não conseguiria fazer isso", afirmou. "O que dá a entender, pelas características do local e do crime, que isso foi um latrocínio".

    Investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) apontaram que o casal morreu em decorrência de asfixia mecânica, por cordas e roupas. Soliange, inclusive, teria tomado uma pancada na cabeça e estava amarrada em uma árvore, com sinais de tortura.

    Os corpos foram removidos pelos funcionários do Instituto Médico Legal (IML), após passar por perícia do Departamento de Perícia Técnico-Científica (DPTC). O caso deve ser investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

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