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    Operação rastreamento


    Polícia recupera presos do semiaberto que romperam tornozeleira

    Ao todo, 14 detentos que cumpriam pena no regime semiaberto foram recapturados após desligar ou romper tornozeleira eletrônica

    Os mandados foram expedidos em razão do descumprimento das determinações do rastreamento | Foto: Joandres Xavier

    Manaus - Por romper ou desligar a tornozeleira eletrônica, 14 detentos que cumpriam pena no regime semiaberto, foram recapturados durante a operação "Rastreamento" deflagrada por órgãos de segurança nesta quinta-feira (11). As prisões ocorreram em quatro zonas de Manaus, no Careiro Castanho e em Iranduba. A pena dos detentos será convertida para o regime fechado com o descumprimento da ordem de não violar os equipamentos.

    Os presos foram apresentados em coletiva na Delegacia Interativa da Polícia Civil, localizada no Centro de Convenções Sambódromo, na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, na tarde desta quinta. A operação da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (Seap) teve a participação da Secretaria de Adjunta de Operações (Seaop) e Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

    De acordo com o titular da Seap, delegado Guilherme Torres, mais mandados de prisão serão cumpridos ainda na tarde desta quinta-feira. "Alguns dos detentos já possuem envolvimento em outros crimes", disse. 

    O coronel Amadeu Soares, informou que os mandados foram expedidos em razão do descumprimento das determinações do rastreamento e de casos registrados de rompimento do dispositivo. 

    O titular da Seap, tenente-coronel da Polícia Militar, Cleitman Coelho, disse que esses presos irão regredir para o regime fechado por violação do equipamento de forma proposital, de forma dolosa. "A pena continua a mesma, só que o tempo que eles iriam a cumprir no semiaberto, irão cumprir no regime fechado, o que prejudica a progressão para um regime aberto", disse. 

    Ainda de acordo com informações da Seap, a tornozeleira é recarregável e a bateria dura até 72 horas, estando sob a responsabilidade do detento realizar o recarregamento. A área em que pode percorrer é determinada pela justiça de acordo com o crime. 

    Para presos que não informaram um trabalho para a vara de execuções penais, podem circular pela cidade e região metropolitana durante o dia e a noite podem circular em uma área que não seja maior que 100 metros quadrados da residência oficial informada. 

    A promotora de justiça da 24º promotoria de execuções penais, Cristina Corrêa, informou que o ato de danificar ou desligar a tornozeleira é falta grave, ainda pelo custo que é deixado pelo estado, porque cada equipamento custa R$ 1 mil. "É necessário que apurem as circunstâncias desse rompimento para que o detento seja responsabilizado financeiramente pelo delito", disse.

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