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    Tumulto


    Confusão entre famílias marca prisão de agressor de universitário

    Famílias das vítimas e suspeito se atacaram para defender os envolvidos. Os policiais civis tiveram que intervir para conter o tumulto

    A confusão foi registrada pela equipe do Em Tempo | Autor: Divulgação

    Cláudia Pereira, que é mãe de Odilon Pereira, fez questão de dizer que a justiça foi feita
    Cláudia Pereira, que é mãe de Odilon Pereira, fez questão de dizer que a justiça foi feita | Foto: Suyanne Lima

    Manaus – A prisão de Caio Nogueira Ribeiro ocorrida nesta quarta-feira (25), por volta das 15h30, no Conjunto Hileia, na Zona Centro-Sul de Manaus, em cumprimento a mandado de prisão preventiva por tentativa de homicídio do estudante de medicina Odilon Pereira, de 20 anos, que foi agredido fisicamente por quatro homens durante uma banda de carnaval no mês de fevereiro foi marcada por confusão entre as famílias de vítima e autor na porta do 12° Distrito Integrado de Polícia (DIP).

    A confusão foi registrada pela equipe do Em Tempo. As famílias se atacaram para defender os envolvidos. Os policiais civis tiveram que intervir para conter o tumulto.

    Cláudia Pereira, que é mãe de Odilon Pereira fez questão de dizer que a justiça foi feita. “Não temos dinheiro e nem poder, mas temos direito de  justiça. Eu sou uma mãe que quase teve seu filho morto por quatro homens covardes. Eu sou uma mãe  que não aceita ver o seu filho apanhando. Mesmo aqui na frente da delegacia, fomos alvos de deboches da família do Caio. Não existe privilégio, porque eu não sou rica. Caio fazia questão de dizer que R$ 2 mil para ele é pouco, mas para mim que sou trabalhadora é muito”, disse 

    Já os familiares de Caio Nogueira fizeram questão de frisar que mesmo tendo errado e agredido fisicamente Odilon, o rapaz é um homem trabalhador. 

    O pai de Caio, Antônio Ângelo Ribeiro
    O pai de Caio, Antônio Ângelo Ribeiro | Foto: Suyanne Lima

    “Ele está arrependido pelo o que fez. Agora por um chute essa mídia toda? Ele não é vagabundo e nem estuprador. Sempre trabalhou para ter o que é dele de direito. Ele vai pagar pelo o que fez. Por conta disso, a nossa  família estava sendo ameaçada de morte e por isso  não aparecemos antes. Estamos com medo. O Caio ia se entregar e ele não é esse  monstro  que todo mundo está falando”, declarou uma prima que não quis se identificar.

    O pai de Caio, Antônio Ângelo Ribeiro, fez questão de perante a imprensa pedir desculpa para a família de Odilon Pereira em nome do ato cometido pelo filho.  “Caio é um menino bom. Isso aconteceu porque ele estava andando com más companhias. Peço desculpas à família da vítima”, concluiu.

    A confusão foi registrada pela equipe do Em Tempo | Autor: Divulgação
     
    Pedido de desculpas | Autor: Divulgação
     

    Confira a reportagem da TV Em Tempo:

    | Autor: Alex Costa/ TV Em Tempo