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    Operação no RJ


    Caso Marielle: irmãos são presos em 'escritório do crime' no RJ

    Ambos são suspeitos de diversas execuções e também já foram investigados pelo atentado contra a vereadora Marielle Franco, em 2018, no Rio de Janeiro

    Do "escritório do crime" saíam as ordens de execuções
    Do "escritório do crime" saíam as ordens de execuções | Foto: reprodução

    Rio de Janeiro – Foi deflagrada, na manhã desta terça-feira (30), no Rio de Janeiro, a operação “Tânatos” - que resultou na prisão de dois suspeitos milicianos de uma associação criminosa conhecida como “escritório do crime”. A operação faz referência ao deus grego, o deus da morte. 

    Os irmãos Leandro e Leonardo Gouvêia da Silva foram presos após denúncia de que ambos possuíam ligação com o capitão Adriano, agente do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), morto na Bahia, em fevereiro, após confronto com a polícia. Segundo a Polícia Civil, Leonardo Gouvêa, conhecido como "Mad", assumiu o escritório do crime após a morte de Adriano. 

    Ainda segundo investigações, o mandado de execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018, teria partido do escritório do crime, comandado pelos suspeitos. Ambos foram presos em mansões, na Zona Oeste do Rio. 

    O Ministério Público do RJ aponta que os donos da milícia são responsáveis pelo atentado às vidas dos policiais militares, Natalino dos Santos Rodrigues e Anderson Cláudio da Silva. Ambos sobreviveram ao ataque em janeiro de 2018. 

    Outro ponto destacado durante as investigações é o forte poder de armamento e a troca de favores ou dinheiro para eliminação de desafetos. Leonardo Gouvêa seria a parte estratégica para o planejamento e distribuição de funções para o desdobrar das execuções. O irmão, também preso nesta manhã, seria quem fazia o levantamento de informações das vítimas, vigilância e motorista de segurança da quadrilha. 

    A operação cumpre 20 mandatos de busca e apreensão contra os acusados por pertencer à uma organização criminosa e crimes de homicídio, no Rio de Janeiro. 

    Execução 

    A vereadora morreu em 2018 após ser atingida na cabeça com quatro tiros
    A vereadora morreu em 2018 após ser atingida na cabeça com quatro tiros | Foto: reprodução

    Marielle Franco e o motorista Anderson Pedro Gomes foram mortos no dia 14 de março de 2018. A vereadora morreu após ser atingida com quatro tiros na cabeça e Anderson por três balas. Ambos estavam saindo de um evento cultural no Rio de Janeiro. 

    Na ocasião, câmeras de segurança filmaram a ação dos suspeitos e a partir daí iniciaram as investigações em torno do caso. Em março de 2019, a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Ronie Lessa e Elcio Vieira de Queiroz, ambos suspeitos do ataque. Lessa teria sido o autor dos disparos e Elcio o motorista no momento do crime. 

    Na mesma ação, a polícia encontrou na casa do amigo de Ronie um verdadeiro arsenal, com 117 fuzis tipo M-16. O armamento era novo e foi apreendido. A casa servia de esconderijo de encomendas e que o amigo de Ronie não tinha envolvimento com a ação criminosa. 

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