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    Direito de resposta


    'Não fui eu', diz motorista de app acusado de agressão e homofobia

    Em um vídeo postado nas redes sociais, motorista afirma que emprestou a conta no app para um familiar

    Motorista procurou delegacia prestar esclarecimentos sobre o caso
    Motorista procurou delegacia prestar esclarecimentos sobre o caso | Foto: Reprodução

    Manaus - O motorista de aplicativo Júnior Cruz da Silva, que foi acusado de agressão e homofobia por um passageiro, afirmou na noite desta quinta-feira (13) que emprestou a conta no aplicativo para o suposto agressor - que é familiar dele.

    Ele registrou um Boletim de Ocorrência e gravou um vídeo nas redes sociais explicando o caso. 

    "Quero esclarecer que não fui eu. Essa conta da 99 foi emprestada para um parente e não sei o que aconteceu. Estou aqui dando a minha cara a tapa para esse rapaz me reconhecer e ver que não fui quem o agrediu. Tem várias pessoas que estão mandando mensagem para eu ir me tratar, mas não fui eu. Sou trabalhador, estou abalado e vim na delegacia para esclarecer isso. Estou disposto a cooperar”, esclareceu. 

    Veja o vídeo do motorista:

    Em apoio ao motorista, alguns amigos mandaram mensagem de apoio e pediram para que o autor do crime seja punido. "Vai dar tudo certo irmão. Quem conhece você sabe que não foi o responsável. Quem fez isso deve ser penalizado", comentou uma seguidora. 

    Entenda o caso

    Jovem foi agredido durante a corrida de aplicativo
    Jovem foi agredido durante a corrida de aplicativo | Foto: Reprodução

    Segundo a denúncia feita por meio das redes sociais, o jovem Clayton Oliveira teria sido agredido por ser homossexual. De acordo com o relato, o motorista - que até o momento não foi identificado -, teria perguntado se ele era homossexual.

    Ao responder que sim, o jovem foi agredido com socos. Clayton pulou do veículo em movimento, pois segundo ele, temeu pela própria vida. 

    Além da agressão, a vítima contou que teve bens materiais levados, um deles o celular, que só conseguiu encontrar por conta do rastreador do aparelho. Leia mais sobre:

    Homofobia: jovem denuncia agressão de motorista de App em Manaus 

    Em nota, a empresa que presta serviços por corrida de aplicativos recomendou que qualquer tipo de crime seja denunciado diretamente para a empresa.

    Nota da 99

    A 99 recebeu a grave denúncia do passageiro Clayton Oliveira envolvendo um motorista da plataforma. Assim que tomamos conhecimento do caso, bloqueamos o condutor imediatamente enquanto a polícia realiza a investigação. Mobilizamos uma equipe que está buscando contato com Clayton para oferecer todo o apoio e acolhimento necessário. A empresa está disponível para colaborar com as apurações das autoridades.

    O aplicativo lamenta profundamente o caso e reitera que repudia veemente qualquer atitude preconceituosa ou hostil contra pessoas, seja por conta de orientação sexual ou qualquer outra. Temos uma política de tolerância zero em relação à LGBTFobia.

    Esclarecemos ainda que todos os usuários, motoristas e passageiros, devem tratar uns aos outros com boa fé e respeito. Em comportamentos como esse, que vão contra os Termos de Uso da Plataforma, todas as medidas corretivas são adotadas -- e incluem o bloqueio definitivo do perfil do agressor.

    A plataforma orienta e sensibiliza os condutores a atenderem a todos com respeito. Passageiros que tenham sofrido qualquer forma de agressão ou discriminação devem reportar imediatamente para a empresa, por meio de seu app ou pelo telefone 0800-888-8999, para que medidas corretivas sejam adotadas. Trabalhamos 24 horas por dia, 7 dias por semana, para cuidar exclusivamente da proteção dos usuários.

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