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    Paralisação


    Apesar de promoções, paralisação de PMs ainda deve acontecer no AM

    Além de policiais da capital, vários militares do Estado afirmaram apoio à paralisação

    A falta coletiva ocorrerá na capital e em algumas delegacias do interior do Estado. | Foto: Bruno Zanardo

    Manaus - Em meio a exigências e insatisfações, praças e sargentos da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) afirmaram, durante reunião realizada na manhã desta terça-feira (13) que a falta coletiva, organizada por servidores da corporação será mantida, porém segue sem data.

    “As leis estão sendo cumpridas com atraso e trazendo prejuízos à população”, afirmou o sargento Francisco Pereira da Silva, presidente da Associação dos Sargentos da Polícia e do Corpo de Bombeiros do Amazonas (ASSOAPBMAM).

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    Mesmo após a declaração da promoção de mais de 2 mil praças, assinada também na manhã desta terça pelo governador Amazonino Mendes, os representantes da corporação se mantêm insatisfeitos. “Essas promoções não são regalias, as que estão sendo assinadas hoje são do ano de 2016”, afirmou o presidente da ASSOAPBMAM.

    A paralisação é o último recurso que será utilizado pelos policiais, explicou o presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa. "Não queríamos um movimento, pois entendemos que a população não quer ser prejudicada", afirmou.

    Dentre as exigências da categoria está a promoção de servidores em atraso, além da permanência do Quadro Especial de Acesso (QEA) previsto na lei 4.044, de 9 de junho de 2014. Os representantes da categoria denunciam que a lei não vem sendo cumprida desde 2016, por isso há um grande número de promoções em atraso. 

    O presidente da Associação dos Cabos e Soldados (ACS) da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, cabo Igo Silva denuncia também a desmotivação de profissionais devido à falta de condições de trabalho para os soldados e praças da Polícia Militar. 

    Participaram vários representantes de praças e sargentos da polícia e bombeiros militares.
    Participaram vários representantes de praças e sargentos da polícia e bombeiros militares. | Foto: Isabela Bastos

    “Nós temos cerca de nove mil policiais e as consequências desse quadro incompleto são altos índices de assalto na cidade e um abandono policial nos interiores do Estado”, aponta o presidente. 

    Além das 30 Companhias Interativa Comunitária (Cicom) que existem na capital, vários municípios do interior do Estado também apoiam o movimento de paralisação como Tabatinga, Manacapuru, Humaitá, Parintins, Itacoatiara, Tefé e Coari. “Temos representações em associações em cada um desses municípios”, afirmou o presidente da ACS.

    Ainda de acordo com o presidente da ACS, atualmente com a lei 4.044, um soldado da PM com 10 anos de carreira pode ser promovido ao posto de cabo e, ao completar 13 anos de serviço, ao posto de 3° sargento e assim sucessivamente.

     “Se essa lei não existisse, iria ser como antigamente quando o policial passava 30 anos na corporação sem ser promovido, porque o Estado não era obrigado a promover”, disse o cabo Igo.


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