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    ELEIÇÕES 2018


    Em encontro na Aleam, partido traz a Manaus o 'Japonês da Federal'

    Newton Ishii participou de reunião estadual do partido Patriota. Encontro também teve a participação do presidente nacional da sigla, Adilson Barroso, e dos deputados Abdala Fraxe, David Almeida e Serafim Corrêa

    Durante o evento, Ishii falou sobre a experiência como servidor e agente da Polícia Federal durante a operação Lava-Jato. | Foto: Marcely Gomes/EM TEMPO

    Manaus - A noite desta quarta-feira (6) foi simbólica para o partido Patriota, antigo Partido Ecológico Nacional (PEN). Em um encontro realizado na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), a sigla trouxe ao evento o agente da Polícia Federal, Newton Ishii, presidente do partido no Paraná e conhecido no Brasil inteiro como “Japonês da Federal”.

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    O encontro, que ainda contou com a presença do presidente nacional da agremiação, o ambientalista Adilson Barroso, reuniu cerca de mil filiados e simpatizantes do partido. No Amazonas existem mais de 10 mil associados, de acordo com o dirigente estadual do Patriota, Jamys Castelo Branco.

    “Consideramos que esse número ainda é pequeno e, até dezembro, queremos contar com cerca de 20 mil filiados".

    Quem também marcou presença no encontro foram os deputados estaduais Abdala Fraxe (Podemos), Serafim Corrêa e David Almeida (PSB), o que deu indícios que o Patriota deve caminhar com David.

    “Nós não queremos fechar nada por enquanto. Nosso partido está conversando com o Patriota. Estamos nos entendendo, mas não temos nada fechado”, ressaltou Almeida.

    Palestra 

    Durante o encontro, Newton Ishii falou sobre a sua experiência como servidor da Polícia Federal durante a operação Lava-Jato.

    "Eu vi que o trabalho da operação foi um divisor de águas para o Brasil. O que se via antes era que os ricos não iam para a cadeia, só os pobres. Com a operação, o país e o mundo viram que os poderosos também vão para a cadeia", afirmou. 

    Os deputados estaduais David Almeida e Serafim Corrêa, do PSB, estiveram presentes ao evento.
    Os deputados estaduais David Almeida e Serafim Corrêa, do PSB, estiveram presentes ao evento. | Foto: Marcely Gomes/EM TEMPO


    O ex-agente, que ficou conhecido por ter transportado políticos famosos para a prisão e virou até marchinha de Carnaval, salientou que, na condição de presidente do partido no Paraná, tem como principal objetivo fazer o partido crescer. Ele ressaltou que está á disposição para ajudar o Patriota, mas não pretende se candidatar a nenhum cargo legislativo ou majoritário.

    "Na condição de presidente, podendo ver quem tem mais condições de se eleger, eu vou observar cada candidato, e ainda vou cobrar. Eu não posso cobrar na condição de parlamentar. Quanto ao cargo majoritário, acredito que devemos apoiar o grupo da governadora Cida Borghetti (PP). É uma família que tem bens, que tem recursos, e que por isso, creio que terá muita dificuldade em querer se apossar de recursos públicos", completou.

    Candidatos e cenário político

    Jamys Castelo Branco afirmou que o partido deve lançar 48 candidatos a deputado estadual. Ele, no entanto, destacou que aposta suas fichas em dois: Adson Souza, irmão do atual deputado Francisco Souza, e o médico Heleno Rocha, ex-professor universitário. 

    "O Dr. Heleno é bastante conhecido, tanto em Manaus, como em Itacoatiara, além de ter sido professor do vereador Marcelo Serafim", salientou o dirigente.

    Sobre a eleição majoritária estadual, Jamys confirma que o partido deve apoiar o atual presidente da Aleam para o cargo de governador.

    "Estamos trabalhando com a possibilidade de ele vencer no primeiro e no segundo turno. Temos sondado todos os cenários possíveis, mas a priori, nós vamos caminhar com David Almeida".

    Já a nível nacional, Adilson Barroso foi taxativo ao declarar que a única proibição do partido, presente no estatuto, é apoiar candidatos de partidos de esquerda, como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). No entanto, o dirigente afirmou que não há conflito em o partido apoiar um candidato que também seja apoiado por um partido de esquerda.

    "Nós somos de direita, isso está estampado na primeira página do nosso estatuto. Nosso impedimento principal é o apoio direto e coligação com partidos e candidatos de esquerda", finalizou.

    Edição: Bruna Souza

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