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    lei orçamentária


    Servidores pressionam deputados na Aleam para receber data-base

    "Não queremos que outra greve geral se repita no Estado", afirmou uma professora

    Servidores de diversas pastas do Governo manifestaram no plenário da Assembleia | Foto: Nícolas Daniel Marreco

    Manaus - Em meio a vaias e gritos de insatisfação na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), a manhã foi de expectativa e tensão para os servidores do Governo do Amazonas. Acompanhando a sessão do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na esperança de garantir a data-base para 2019, diversos servidores das pastas estaduais e sindicatos estiveram acompanhando a sessão desta quarta-feira (11).

    Funcionários das secretarias de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), da Saúde (Susam), da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), soldados do Exército Brasileiro, entre outros, tentavam evitar um quadro negativo para o Estado, como no começo do ano em que uma greve geral de professores e pedagogos foi deflagrada.

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    "Da última vez que houve esta votação não estávamos aqui para pressionar os deputados e eles tiraram os recursos que eram do nosso salário. Cerca de R$50 milhões estavam nos cofres destinados especialmente aos servidores, mas, fomos colocados de lado por outras 'prioridades'. Estamos aqui para que isto não se repita", falou o membro da Associação dos Movimentos de Luta dos Professores de Manaus (Assprom-Sindical), Gerson Priantes.

    A principal pauta é garantir o pagamento da data-base de 2019
    A principal pauta é garantir o pagamento da data-base de 2019 | Foto: Nicolas Daniel Marreco

    O sindicato foi o responsável por encabeçar a paralisação de aproximadamente 600 escolas em todo o Estado. As principais reivindicações eram sobre os reajustes salariais. A representante da Associação dos Administrativos da Educação, Eliana Guedes, afirmou que dependendo do resultado da discussão parlamentar, vão interferir.

    "Não viemos com o intuito de fazer paralisações ou parecidos. Iremos fazer atos públicos caso necessário. Convocamos todos os membros da educação estadual e de outras pastas também porque é de interesse geral", explicou. Algumas escolas da Cidade Nova, na Zona Norte, iriam parar as aulas por alguns momentos, ela disse, para os servidores conseguirem acompanhar a sessão.

    Eliana Guedes destaca que a greve só aconteceu após o período de espera da correção da data-base ter extrapolado. "Esperávamos desde 2014 um reajuste pleno para a categoria, mas mesmo assim, alguns benefícios ainda não estão sendo pagos como o auxílio localidade. Não queremos repetir o mesmo desastre deste ano", concluiu. Para professores universitários do Estado, o contexto é pior.

    A diretora do sindicato dos docentes da UEA disse que o salário está defasado há quatro anos
    A diretora do sindicato dos docentes da UEA disse que o salário está defasado há quatro anos | Foto: Nícolas Daniel Marreco

    Atualmente, o salário recebido pelos docentes da UEA é equivalente ao reajuste da inflação de 2015, quando a crise econômica ganhou força em todo o País. A presidente do Sindicato dos Docentes da UEA (SindUEA), Gimima Melo, falou que desde 2015 os professores não tem a data-base corrigida. A diferença do restante da categoria é que esta diferença ainda não foi paga.

    "Recebemos o reajuste este ano referente ao salário de 2015! A nossa data-base atual está encima de um salário totalmente defasado. Calculamos perdas salariais de 27%. Era para eles terem pago o reajuste atualizado com a inflação do ano passado e não de três anos atrás", relatou.

    Com isto, ela afirma que o PCCR (Lei Nº 3. 656/2011) está sendo descumprido há quatro anos. O documento, que prevê emendas na LDO, é de autoria do deputado Luiz Castro, no objetivo de evitar grandes diferenças entre o orçamento do Estado e o salário dos servidores.

    "Esperamos que ele realmente cumpra com o que prometeu", completou Gimima. Com metade dos 24 deputados da casa faltando, a sessão estava prevista para terminar às 12h desta quarta.

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