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    Eleição 2018


    Arthur não confirma apoio a Wilson Lima, mas descarta Amazonino

    O pronunciamento foi feito na manhã desta terça-feira (9), durante a abertura da programação "Festa da Criança", no Lago Azul

    Arthur fez o pronunciamento na manhã desta terça-feira (8) | Foto: Ione Moreno

    Manaus - O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB) descartou, na manhã desta terça-feira (9), qualquer apoio ao governador Amazonino Mendes no segundo turno das eleições. A declaração foi feita durante a abertura da programação "Festa da Criança", na Escola Municipal Professora Sílvia Helena Costa de Oliveira Bonetti, no Lago Azul, conjunto Viver Melhor, Zona Norte.

    "Ainda não decidi como votar ou em quem votar, mas, posso garantir, que não apoiarei o candidato Amazonino Mendes", afirmou Arthur.

    No primeiro turno da eleição para governador no Amazonas, Arthur apoiou a coligação de Omar Aziz (PSD), que tinha seu filho, Arthur Bisneto (PSDB), como vice.

    Sobre a atuação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Arthur afirma que no geral considerou o desempenho do partido muito fraca. "Foi inferior ao que eu esperava", disse.

    Arthur Neto durante coletiva com a imprensa
    Arthur Neto durante coletiva com a imprensa | Foto: Ione Moreno

    Ele apontou a queda no número de deputados eleitos pelo partido como um dos fatores da insatisfação. 

    A respeito da expulsão do ex-governador Alberto Goldman e outros 16 do PSDB paulistano, Virgílio mostrou seu descontentamento e afirmou que não teme que o mesmo aconteça com ele.

    "Estou muito triste, mas quem sabe eles não me fizessem um favor ao fazer comigo o mesmo que fizeram com eles", comentou o prefeito de Manaus.

    Pedido de expulsão 

     Após o prefeito Arthur Virgílio Neto ter declarado apoio à candidatura de Marina Silva (Rede) no primeiro turno das eleições, o presidente do PSDB de São Paulo, deputado Pedro Tobias, pediu a expulsão do amazonense da sigla.

    Sobre o assunto, Arthur declarou que tem pedigree para dizer e fazer o que quiser. Ele também disse que faz questão de ser julgado pelo partido.

    O pedido de expulsão foi encaminhado à direção nacional da sigla, presidida por Geraldo Alckmin, e deve ser julgado ainda nesta semana.

    “Por tudo que fiz pelo partido, eu considero um absurdo alguém pensar em me expulsar. Acho que tenho um certo pedigree que me permite dizer e fazer o que eu quero. O que eu quero, sinceramente, é esquecer esses problemas mesquinhos do PSDB. Esquecer essa candidatura que não tem a ver com a perspectiva da vitória e nem de unir o país. Porque está desunindo. Então, fui com o coração muito livre”, afirmou.

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