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    Notas da Contexto


    Hospitais em colapso e guerra contra coronavírus

    De Norte a Sul do país, praticamente todos os novos prefeitos brasileiros, que tomaram posse no último dia 1º de janeiro, declararam guerra à pandemia do coronavírus

     

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    Manaus (AM) - De Norte a Sul do país, praticamente todos os novos prefeitos brasileiros, que tomaram posse no último dia 1º de janeiro, declararam guerra à pandemia do coronavírus.

    No Amazonas não é diferente. O novo chefe executivo da capital, David Almeida (Avante), já acena com um plano municipal de combate à Covid-19 e total engajamento, em parceria com o governador Wilson Lima (PSC), na luta para abrir mais leitos hospitalares e acelerar o processo de vacinação em massa da população.

    O exemplo de David é repetido em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Salvador, dentre outras, onde os novos mandatários abraçaram as mesmas prioridades enfatizadas pelo novo prefeito amazonense.

    Hospitais colapsaram 

    Sem preocupação com falso alarmismo, o secretário de Saúde do Amazonas (SES-AM), Marcellus Campelo, alerta para o esgotamento da capacidade de atendimento de três dos maiores hospitais públicos do Estado.

    “Daqui a pouco a gente não poderá mais atender ninguém”, desabafou ele, chamando a atenção para a saturação de leitos nos hospitais  Delphina Aziz, 28 de Agosto e João Lúcio.

    “Vírus do ódio”

    Segundo o prefeito reeleito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), a luta contra a pandemia “exige união”, e destaca que o “vírus do ódio e da intolerância precisa ser banido”. 

    Para Covas, “política não é terreno para intolerância e lacradores de redes sociais, política é a arte de fazer junto, de construir pontes para o futuro, de superar a divergência cega dos que acreditam que a solução virá dos extremos”.

    Arena neles !

    “Irresponsáveis que não têm ideia do que é uma pandemia”. Assim o radialista Ronaldo Tiradentes classificou os autores de postagens nas redes sociais que articulam uma manifestação de protestos, nesta terça-feira (5), em Manaus, contra a decisão do juiz Leoney Harraquian pelo fechamento das atividades comerciais até o dia 17.

    Ronaldo sugere o uso da força policial para deter e confinar os manifestantes dentro da Arena da Amazônia, “onde eles poderiam protestar à vontade, sem contagiar outros cidadãos”.

    Associação contra  

    Em nota distribuída no final de semana, a Associação Amazonense das Empresas e Profissionais de Eventos condenou quaisquer manifestações contra as medidas que proíbem aglomerações.

    A entidade repudia a participação de qualquer um de seus membros no movimento que usa as redes sociais para tentar enfraquecer o cumprimento das medidas.

    Jurista apoia

    A um órgão da imprensa local, o procurador do Ministério Público de Contas (MPC), Ruy Marcelo, disse não haver nada de estranho na decisão do Poder Judiciário acerca da pandemia.

    A favor da suspensão imediata de atividades não essenciais no Estado pelo prazo de 15 dias, conforme decisão do juiz de direito Leoney Harraquian, Ruy acrescenta: “O Judiciário está legitimado pela Constituição a tomar decisões de gestão pública toda vez que isso for necessário para garantir a aplicação e efetividade de princípios e direitos fundamentais postos em risco por omissões ou opções inválidas do Executivo”.

    Novo decreto

    O governador Wilson Lima, que sempre se manifestou a favor de medidas fortes contra a pandemia, já está cumprindo as determinações de Leoney Harraquian.   

    Ontem, ele baixou um novo decreto contemplando as determinações do magistrado, retornando ao clima do decreto estadual nº 43.234, que no dia 23 de dezembro passado havia paralisado as atividades não essenciais pelo prazo de 15 dias.

    Wilson se diz extremamente  preocupado com o recorde de internações diárias por Covid-19. No domingo (3), de acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), foram 159 cidadãos internados, um recorde em relação ao registrado no pico da pandemia em abril do ano passado.


    Não ao aumento 

    Contrário ao aumento salarial aprovado, no final de 2020, pelos membros da Câmara Municipal de Manaus,  o vereador Rodrigo Guedes (PSC) protocolou, ontem, projeto de lei que revoga o ato legislativo.

    Em dezembro, a CMM aprovou a elevação dos salários na ordem de R$ 15 mil para R$ 18,9 mil.

    Rodrigo diz que o aumento não se justifica no atual momento de crise sanitária em razão da pandemia que empobreceu a população.

    Guarda armada 

    De acordo com projeto de lei que está sendo elaborado pelo secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Sérgio Fontes, a Guarda Municipal será armada sob a nova gestão David Almeida.

    “Para combater assaltante de ônibus e de posto de saúde tem que ser guarda armado”, afirma o secretário.

    Em junho de 2018, o ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que os guardas de municípios com mais de 500 mil habitantes poderiam portar armas de fogo durante o trabalho e nos momentos de folga.

    Thury em SP

    Acometido de Covid-19, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargador Aristóteles Thury, foi removido para uma unidade hospitalar de São Paulo.

    A família do magistrado pretendia internar o magistrado no Hospital Sírio-Libanês, mas teve que buscar outra alternativa. O Sírio estava com 95% da sua capacidade esgotada já em meados de dezembro de 2020.

    Que o desembargador tenha rápida recuperação e sua saúde reestabelecida para que possa retornar ao Amazonas, onde contribui com trabalho de excelência.

    Orações por Gilson 

    Nas redes sociais, amigos do professor e jornalista Gilson Monteiro, que lecionou durante vários anos na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), pedem apoio a uma corrente de preces em favor do mestre.

    Gilson está internado há dias em um hospital de Manaus, lutando contra a Covid-19. Atualmente, ele trabalha em Salvador e estava de férias na capital amazonense quando contraiu o vírus.

    Agnaldo Oliveira

    Ex-funcionário da Rede Amazônica, o jornalista Agnaldo Oliveira não resistiu e faleceu ontem vítima do coronavírus.

    Agnaldo pontificou na cobertura da Copa do Mundo de 2014 e cobriu também, como correspondente do Lance, as Olimpíadas de 2016. Ele estava internado há dias na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Delphina Aziz.

    Leia mais em: 

    Prefeito emite nota de pesar pela morte do jornalista Agnaldo Oliveira

    Wilson Lima e David Almeida se reúnem com Ministério da Saúde

    David Almeida anuncia uso de 4 UBSs para enfrentamento à Covid-19