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    Crimes


    Veja os casos de políticos que alegaram doença para sair da prisão

    No Amazonas, foram dois casos mais recentes, enquanto no Rio de Janeiro outros dois políticos também tentaram justificar a saída da prisão por motivo de doenças

    Um dos casos mais famosos no meio político é do ex-governador do RJ, Anthony Garotinho | Foto: Alexandre Cassiano / Agência o Globo

    Manaus – O Tribunal Regional Federal da 1ª Região de Brasília, concedeu a conversão da prisão preventiva para domiciliar para o ex-secretário da Susam, Wilson Alecrim, preso no CDPM 2 desde o dia 31 de dezembro do ano passado.  A decisão foi decretada na tarde de quinta (11), e Alecrim segue para cumprir custódia em sua residência nesta sexta (12).

    Segundo Rodolfo Santana, que atua na defesa do ex-secretário, o principal fator utilizado para converter a prisão, foi a saúde de Alecrim que é tem diagnosticado um câncer de próstata.

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    “Esta decisão é extremamente legal, e está prevista no artigo 318, inciso 2 do Código Processo Penal”, destacou o advogado, que ainda afirma que Wilson Alecrim também sofre outras doenças, mas que são possíveis de serem tratadas, diferentemente de um câncer.

    Algo semelhante ocorreu ano passado no dia 24 de dezembro do ano passado, quando o ex-secretário de Administração e Gestão (Sead), Evandro Melo, também teve a conversão da prisão preventiva para domiciliar após cumprir pena por 11 dias no CDPM 2. Entretanto, a alegação de doença não era para ele, e sim para sua esposa, Maria das Graças de Oliveira, que sofre com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). No dia 31 de dezembro ele retornou para o CDPM 2, após uma decisão do Ministério Público Federal (MPF) que reverteu o pedido.

    Casos no Rio

    No Rio de Janeiro, alegar que está doente ou passando mal também foi um meio utilizado pelos ex-governadores Sérgio Cabral e Anthony Garotinho, que tentaram aplicar a estratégia na justiça, mas se deram mal.

    Garotinho, para quem não se lembra, “passou mal” enquanto estava na Superintendência da PF, no Rio, enquanto aguardava para ser conduzido ao presídio no dia 24 de dezembro de 2016. Ele ainda chegou a ser levado para um hospital na capital carioca e sua defesa tentou entrar com um pedido de habeas corpus, mas não obteve sucesso.

    Dois dias após ficar internado, ele foi novamente conduzido ao presídio, e protagonizou um dos maiores episódios de prisões de políticos no país. Isto porque ele foi levado para os presídio aos gritos dentro de uma ambulância, indignado com a detenção.

    Garotinho foi acusado pela prática dos crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais.

    O também ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que foi preso em novembro do ano passado, passou mal após ficar preso cerca de um mês no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Após desmaiar, ele chegou a ser levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois retornou ao presídio.

    O motivo para o mal-estar, seria por conta de uma dosagem errada de um medicamento utilizado pelo ex-governador por anos.

    Cabral segue preso sob a suspeita de receber milhões de reais em troca da concessão de obras públicas.

    Edição: Lívia Nadjanara

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