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    Recurso


    'Isto é uma ditadura policial', diz defesa de Pedro Elias após prisão

    Pedro Elias e Evandro Melo estão na sede do IML, onde passam por exame de corpo de delito e, posteriormente, serão encaminhados para o CDPM 2

    Pedro Elias
    Pedro Elias | Foto: ARQUIVO/SECOM

    Manaus - A defesa do ex-secretário de saúde do Estado do Amazonas, Pedro Elias, atuada pelo advogado Carlos Evaldo Souza, chegou em Brasília (DF), na manhã desta sexta-feira (9), para tentar agilizar dois pedidos de habeas corpus, que seguem em tramitação, sendo um no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e outro no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), desde a conversão da prisão do ex-secretário de preventiva para domiciliar, no dia 2 deste mês.

    Por telefone, Souza ainda afirmou que a juíza responsável e relatora do processo no TRF1, Mônica Sifuentes, deve apresentar ainda hoje novas informações sobre a solicitação de habeas corpus no tribunal federal.

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    Revoltado, ele chegou a comparar a situação como uma "ditadura policial", e que "o processo do ex-secretário já estava virando uma brincadeira", por conta de tantas idas e vindas, avalia ele. 

    "Infelizmente é assim que funciona. É como uma ditadura dos policiais. O que nos obriga a fazer isto", disse ele, alegando o fato de ter ido a Brasília para agilizar a defesa de Pedro Elias.

    Prisão

    Pedro Elias e o ex-secretário da Susam, Evandro Melo, já se encontram na sede do Instituto Médico Legal (IML) para realizarem exame de corpo de delito e, posteriormente, serão encaminhados para o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), localizado no km 8 da BR-174, para cumprir prisão preventiva, juntamente com o ex-governador José Melo e o ex-secretário da Sefaz, Afonso Lobo. 

    Indiciados por corrupção

    A PF-AM indiciou, no dia 30 de janeiro, o ex-governador José Melo (Pros), sua mulher, a ex-primeira-dama Edilene Oliveira, e os ex-secretários estaduais Afonso Lobo, Evandro Melo (irmão do ex-governador), Pedro Elias e Wilson Alecrim pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

    Os relatórios conclusivos dos inquéritos policiais referentes aos processos das Operações Estado de Emergência e Custo Político, desdobramentos da Operação Maus Caminhos, foram encaminhados no dia 16 (Custo Político) e 25 (Estado de Emergência) à juíza federal Ana Paula Serizawa, da 4ª Vara da Justiça Federal.

    Edição: Isac Sharlon

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