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    Integração


    No Japão, Eunício defende maior integração com o Brasil

    Eunício conversou com o presidente da Keidanren, Masami Iijima, e falou para uma plateia de 30 empresários japoneses representantes das maiores multinacionais do país

    Eunício Oliveira terminou o discurso confiante na parceria, lembrando os 110 anos da imigração japonesa em solo brasileiro | Foto: Alex Santos/Presidência do Senado

    Manaus - Em audiência no Palácio Imperial do Japão, em Tóquio, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, foi recebido pelo imperador Akihito, iniciando os trabalhos desta segunda-feira (16). Eles conversaram sobre a amizade entre os dois povos e a necessidade de aumentar a integração entre Brasil e Japão.

    O incremento das relações bilaterais, principalmente na economia, ainda foi defendido pelo presidente do Senado em reunião na sede da Federação das Indústrias do Japão (Keidanren). Eunício conversou com o presidente da Keidanren, Masami Iijima, e falou para uma plateia de 30 empresários japoneses representantes das maiores multinacionais do país. No foco do encontro, a recuperação da economia brasileira.

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    "Em 2015 e 2016, o Brasil enfrentou uma forte recessão, que felizmente já ficou para trás. E esta é a boa notícia que me traz aqui hoje. Em 2017, o Brasil retomou a trajetória de crescimento econômico: o PIB evoluiu 1% no ano passado, e as projeções indicam um crescimento próximo de 3% neste ano, e outros 3% em 2019", disse o presidente do Senado.

    De acordo com Eunício, a melhora dos indicadores econômicos é reflexo do ajuste fiscal que vem sendo produzido no Brasil, onde o déficit governamental está controlado, e a taxa básica de juros, que inibia a cadeia produtiva, está em seu mais baixo patamar histórico.

    Entre as ações para retomada do desenvolvimento, o presidente destacou que o Congresso Nacional aprovou uma série de medidas microeconômicas, como a reforma trabalhista, o limite dos gastos públicos e a nova política de juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    "Os efeitos já se fazem sentir: cresceu a massa de rendimentos, aumentou o consumo das famílias e melhoraram os indicadores de confiança dos empresários e dos consumidores. Tudo isso sem impactos inflacionários. A inflação oficial de 2017 ficou em 2,95%, menor valor desde 1998", informou.

    Ao traçar um quadro de que a recessão está “superada” e a economia “destravada”, o presidente do Senado convidou os empresários japoneses a investirem no Brasil como uma excelente oportunidade de negócios.

    "O Brasil se assenta sobre uma plataforma extraordinária de recursos naturais, tem um gigantesco mercado interno, e um potencial incomparável de sucesso entre os países em desenvolvimento. Como não perceber as potencialidades de um país em que a idade média dos brasileiros é de cerca de 29 anos, e onde há, hoje, mais de 105 milhões de pessoas economicamente ativas", argumentou.

    Eunício Oliveira terminou o discurso confiante na parceria, lembrando os 110 anos da imigração japonesa em solo brasileiro, comemorados neste ano. O Brasil tem a maior comunidade nikkei do mundo, com quase dois milhões de nipo-descendentes. Cerca de 180 mil brasileiros vivem no Japão.

    "Nossos laços são profundos e duradouros. Para muitos japoneses, o Brasil é um segundo Japão; para muitos brasileiros, o Japão é um segundo Brasil. Que saibamos, pois, aprofundar e intensificar os vínculos entre nossos países", conclamou.

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